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30 de junho de 2012

Carlin Moura é lançado em Contagem com apoio de sete partidos

Uma grande festa da democracia marcou a convenção do PCdoB em Contagem, neste sábado (30). O evento reuniu mais de 1.500 pessoas e lançou o deputado estadual Carlin Moura para prefeito da cidade. Ovacionado pela militância, pré-candidatos e apoiadores, Carlin Moura destacou a importância da unidade e do diálogo, aproveitando para reforçar sua proposta de governo rumo ao progresso e desenvolvimento da cidade.
 
carlin
Carlin Moura tem como vice o presidente do PDT, João Guedes
Na Convenção, os partidos PDT, PMDB, PSD, PSOL, PEN, PTC e PTdoB declararam apoio à candidatura de Carlin e irão integrar a coligação na disputa eleitoral. A deputada federal Jô Moraes (PCdoB), o deputado federal Newton Cardoso (PMDB), a deputada estadual Liza Prado (PSB); o vice-prefeito de Contagem, Agostinho Silveira (PSD); o presidente do PMDB, vereador Gil Antônio Diniz (Teteco); presidente do PTdoB, José Carlos; o presidente do PTC, Robson Braga, e o presidente do PEN, Marivaldo Damasceno, demonstraram em suas falas empolgação com a aliança ampla firmada entre os partidos.

Em seu discurso, Carlin Moura lembrou sobre a valorização da classe operária e dos movimentos sociais na cidade. Segundo ele, a força dos partidos irá contribuir para a caminhada rumo à Prefeitura de Contagem. “A nossa proposta inclui cuidar das pessoas e trabalhar para o progresso de Contagem”, destacou.

O candidato também reforçou o compromisso com a educação, lutando para a reabertura das Funec´s, lembrando que vai manter o diálogo respeitoso e modernizar a máquina pública. “Queremos o crescimento econômico da cidade e dar qualidade de vida para as pessoas. Vamos construir uma cidade em que os bairros não serão abandonados, também vamos priorizar a solução dos problemas da saúde pública”, frisou.

O candidato a vice na chapa do PCdoB, João Guedes, que é presidente do PDT da cidade, reforçou o discurso de Carlin dizendo que a chapa majoritária PCdoB/PDT e demais partidos, visam a valorização do ser humano. “Todo morador de Contagem deve se sentir cidadão”, ressaltou.

Com um discurso emocionado, o atual vice-prefeito de Contagem, Agostinho da Silveira, afirmou que com Carlin Moura o município resgata sua história e a cidade caminha para o desenvolvimento e os avanços necessários.

Declarando o seu apoio a Carlin Moura, a deputado estadual Liza Prado (PSB) convocou os companheiros para o trabalho, destacando a importância da união, além de respeitar as diferenças. “É preciso transpor barreiras e dificuldades”, comentou a deputada.
A deputada federal Jô Moraes afirmou que o PCdoB vive um momento histórico e demonstra estar preparado para governar Contagem. “Carlin tem história de carinho e compromisso com a cidade e tem um vice com credibilidade e experiência”, frisou. 

O presidente municipal do PMDB, Vereador Gil Antônio Diniz (Teteco), reafirmou o apoio à candidatura de Carlin, lembrando que o PCdoB e o PMDB caminham juntos há muitos anos.
Chapa de vereadores

Não é porque priorizou a disputa majoritária que os comunistas de Contagem descuidaram da chapa de vereadores. Em coligação com o Psol, a perspectiva é eleger quatro vereadores. Atualmente o PCdoB já tem o vereador Beto Diniz. 

Em entrevista para o Vermelho, o presidente do PCdoB Contagem, Rodrigo Cupim, disse que Partido em Contagem dá um exemplo de amplitude e relação democrática com o povo da cidade e seus representantes.

“Hoje temos aqui nos apoiando os trabalhistas do PDT, os peemedebistas, os socialistas do PSOL e muitos outros partidos para mostrar que Contagem precisa dialogar com todos os setores para voltar a ter uma indústria pujante, para dar empregos e direitos sociais para todos os seus moradores”, afirmou Cupim. 

De Contagem, 
Cristiane Oliveira

Convenção paulistana é marcada pelo entusiasmo da militância

A Convenção do PCdoB paulistano, realizada neste sábado, 30, tranformou-se em um ato festivo. A militância tem muito pra comemorar: chapa própria para vereador e vereadora, confirmada na Convenção, assim como a candidatura da comunista Nádia Campeão como vice na chapa de Fernando Haddad (PT)

Railidia Carvalho
ConvençãoForam quase 400 delegados inscritos na Convenção e que formalizaram a chapa com 83 candidatos , entre eles os dois atuais vereadores pelo PCdoB e candidatos a reeleição Jamil Murad e Netinho de Paula. O ex-ministro do esporte, Orlando Silva, também concorrerá a uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo.

O secretário de Organização do PCdoB da Capital, Vandré Fernandes, elogiou a diversidade e a qualidade da chapa de vereadores que, segundo, ele representa diversos segmentos da sociedade , incluindo novas lideranças políticas do partido.

O candidato a prefeito de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, também participou do ato e reafirmou que, com a presença de Nádia Campeão como candidata a vice-prefeita de São Paulo e a força do PCdoB, a campanha tem todas as condições para ser vitoriosa.

O ato foi prestigiado por dirigentes do comitê central e representantes da Unegro, UBM, Facesp, UJS, Uee e Une.

Da Redação

29 de junho de 2012

Olívia Santana é candidata a vice-prefeita em Salvador

Em reunião nesta sexta-feira (29/6), o PCdoB bateu o martelo e vai apoiar a candidatura do deputado federal, Nelson Pelegrino(PT) para a prefeitura de Salvador. A vereadora comunista Olívia Santana será candidata à vice na coligação formada por 14 partidos. A intenção é fortalecer a esquerda no enfrentamento à oposição, representante do que sobrou do Carlismo.

O presidente do Comitê Municipal, Geraldo Galindo, chamou a atenção para a aliança histórica entre os dois partidos. “Estamos juntos desde 1989, na primeira disputa de Lula para presidente, e também com o governador Jaques Wagner na Bahia. Agora, continuamos juntos para fortalecer a luta contra o resquício da direita oligárquica, representada pelo DEM”. 

Sobre a coligação com o PT, o presidente do Comitê Estadual do PCdoB, Daniel Almeida, informou que o partido está unindo forças para construir uma Salvador melhor. Para ele, a presença de Olívia Santana credencia o projeto, “afinal, ela conhece os problemas da cidade e vai fazer todo o esforço para a eleição de Nelson Pelegrino. Salvador exige uma administração compatível com as suas necessidades”, conclui.

A candidata à vice-prefeita, Olívia Santana, ressaltou a força que o PCdoB dá à chapa e os desafios que estão por vir. “Formamos uma corrente ampla pela eleição de Pelegrino. Ser candidata a vice em uma cidade onde a maioria da população é negra tem um gosto especial. Já passei pela Câmara, e agora assumir o desafio de contribuir com a gestão da cidade é muito positivo”, disse.

O pré-candidato Nelson Pelegrino fez questão de comparecer à reunião. Para ele, a unidade dos setores progressistas é fundamental para que a esquerda saia vitoriosa no dia 7 de outubro. “A aliança com o PCdoB é de extrema importância para o PT. Agora temos uma real oportunidade de comandar a terceira capital do país com o apoio do governos federal e estadual e, evidentemente, construir um projeto para Salvador, com transparência, democracia e participação popular”.

O deputado federal ainda fez questão de falar da importância de Olívia Santana como candidata a vice-prefeita. “Salvador é a cidade mais negra fora da África e Olívia representa essa força, pela sua tradição e combatividade. Ela enriquece a nossa chapa, porque é a cara de Salvador”, conclui.

Olívia Santana é referência em todo o movimento social. Militante do movimento negro há mais de 20 anos, sempre esteve à frente das lutas pelo fim das desigualdades sociais e raciais em Salvador e também no país. Foi candidata pela primeira vez no ano 2000, mas só em 2003 assumiu uma cadeira da Câmara Municipal. Em 2004 foi a candidata à vereadora mais votada do partido, repetindo o desempenho em 2008. Já exerceu a função de secretária de educação. Agora, assume outro compromisso na perspectiva de um novo rumo para Salvador.

De Salvador,
Rose Lima

26 de junho de 2012

Trabalhadores denunciam e SindMetal vai agir para resolver problemas na Alphamont

EMPRESA DE SERRA NEGRA


SindMetal exige solução imediata a todos os problemas denunciados na empresa.

O Sindicato dos Metalúrgicos (SindMetal) vem recebendo uma série de denúncias relatando irregularidades e desrespeito a direitos básicos dos empregados da empresa Alphamont Estruturas Metálicas, de Serra Negra.

Avisada pelos trabalhadores, a direção do SindMetal já está agindo para cobrar a regularização de todas as situações denunciadas, tais como:
- Pagamento dos salários fora do prazo;
- Salários abaixo do piso estabelecido pela Convenção dos Metalúrgicos;
- Funcionários trabalhando sem registro em carteira profissional;
- Denúncias de possíveis violações à dignidade dos trabalhadores que podem ser caracterizadas como assédio moral por parte da empresa;
- Más condições no ambiente de trabalho e não fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs).

  Fachada da empresa Alphamont, em Serra Negra: desrespeito aos direitos dos trabalhadores

São reclamações e denúncias graves que serão cobradas da direção da empresa, avalia o Sindicato. Em relação aos problemas encontrados no ambiente de trabalho da fábrica, o SindMetal já tomou providências, através de fiscalização em conjunto com o Ministério do Trabalho. A empresa recebeu um prazo para fazer as adequações necessárias, sob pena de multa e sanções.

Em outra frente, a direção do SindMetal vai realizar uma assembleia com os trabalhadores na manhã desta quarta-feira, 27, e em seguida convocar a empresa para uma reunião com o objetivo de resolver os muitos problemas existentes e denunciados pelos funcionários.

“A empresa tem que valorizar e respeitar os trabalhadores. O Sindicato não vai admitir maus tratos e infrações aos direitos trabalhistas e à convenção da categoria. Os trabalhadores da empresa estão de parabéns por terem a coragem de lutar pelos seus direitos e denunciarem as irregularidades cometidas contra eles”, afirma o presidente do SindMetal, José Francisco Salvino (Buiú).

POR: BRUNO FELISBINO / FOTO: TIAGO MAESTRO

GO - Auditores-Fiscais do Trabalho flagram falta de condições de higiene em hospital



O Grupo Especial de Auditorias do Trabalho nos Estabelecimentos de Saúde Pública e Privada, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás – SRTE/GO, flagrou lixo em grande quantidade e falta de desinfecção nas dependências do Hospital de Urgência do Município de Aparecida de Goiânia – HUAPA na semana passada. 

Por falta de pagamento, os trabalhadores da empresa terceirizada, que presta serviços de limpeza no HUAPA, paralisaram as atividades. Segundo a coordenadora do Grupo, a Auditora-Fiscal do Trabalho Jacqueline Carrijo, a empresa foi autuada por descumprir a Norma Regulamentadora - NR 32, referente à Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Assistência à Saúde, e notificada a exibir os comprovantes de crédito na conta dos empregados. O Hospital foi interditado até que a situação se regularizasse. 

Na sexta-feira, 22 de junho, a empresa realizou o pagamento, mas o HUAPA só foi reaberto para receber empregados e novos pacientes nesta segunda-feira, 25. “Só autorizamos a reabertura depois de concluída a limpeza, desinfecção e dedetização, que durou 48 horas e foi acompanhada pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar”, afirma Jacqueline. 

Durante a operação, os Auditores-Fiscais do Trabalho encontraram sacos com grande quantidade de lixo depositada diretamente no chão no expurgo do Centro de Material e Esterilização – CME, além de vazamento de água no piso e galões de glutaraldeído vencidos – componente usado em desinfetantes e esterilizantes ambulatoriais e hospitalares - em cima das bancadas. “Também constatamos depósito de lixo infectante cheio, além de luvas de procedimento usadas, copos e sacos espalhados na área externa do Hospital”. 

Segundo Jacqueline, o Grupo inspecionou a sala de Unidade de Terapia Intensiva Adulta – UTI, corredores, Centro Cirúrgico e depósito de materiais. Havia papel e restos de comida descartados no corredor e os banheiros dos trabalhadores também estavam cheios de lixo. 

“O Centro Cirúrgico foi interditado pelos médicos, na quarta-feira passada, depois que realizaram uma cirurgia em paciente com doença infectocontagiosa e a sala não foi desinfectada”, relata a Auditora-Fiscal. Além disso, o Grupo constatou a falta de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs e de capotes cirúrgicos, uma tipo de jaleco descartável para uso hospitalar. 

De acordo com Jacqueline, sem condições de trabalho, os próprios profissionais do HUAPA, também na semana passada, chegaram a parar setores do hospital, deixar de fazer procedimentos e negar novas internações. “A situação era crítica, pois o HUAPA é hospital de urgência, uma referência na cidade de Aparecida de Goiânia”. 

O Sinait observa que o setor de saúde exige procedimentos rígidos de limpeza e segurança para evitar infecções e transmissão de doenças, além de cortes e outros ferimentos em trabalhadores e pacientes. A fiscalização neste setor tem sido meticulosa e rigorosa.

Fonte SINAIT.

Kertész diz que experiência é vantagem sobre adversários e promete não lotear prefeitura

O radialista Mário Kertész, pré-candidato do PMDB ao palácio Thomé de Souza, foi o entrevistado desta terça-feira, no programa CBN Salvador Primeira Edição, comandado por Emmerson José e Alex Ferraz, e com participação do editor do Política Livre, Raul Monteiro. O PMDB promete uma aliança puro sangue e deve trabalhar com cinco minutos para apresentar as propostas na televisão. Kertész comentou os acordos políticos dos partidos adversários para as eleições municipais.

“Os candidatos estão mais envolvidos em alianças políticas do que com a cidade, que está em uma situação lamentável. O meu projeto é administrativo, eu quero ser administrados da cidade e eu não vou fazer divisão de cargos com partidos políticos. A gente viu isso com Dilma tendo que botar para fora vários ministros e a gente vê isso no governo da Bahia com vários secretários ineficientes. Acho que o PMDB é suficientemente forte para marchar sozinho e temos que discutir a cidade e não ficar pensando em quanto vou dar para cada partido”.

O radialista afirmou que leva vantagem sobre os outros candidatos pela experiência de já ter administrado Salvador. “Eu tenho vantagem porque fui prefeito da cidade duas vezes e conheço a cidade, como funciona a administração pública. Tenho condições de discutir com o governador Wagner e com a presidente Dilma. Aliás, o meu partido é da base dela e tenho 18 anos no rádio, ouvindo as reclamações da população”.

Kertész também disparou contra a administração de João Henrique. “Ele é uma pessoas que não cumpre nenhum acordo político. Ele armou tudo para o PP apoiar o candidato Nelson Pelegrino e no dia seguinte viajou para o exterior, deu o zignal, rapaz, e colocou o PTN para apoiar ACM Neto. Você vê que ele fica jogando de um lado e do outro. A relação dele com o governador sempre foi a pior possível e a minha vai ser a melhor possível”, garantiu.

Emerson Nunes

24 de junho de 2012

Embraer vai montar aviões executivos na China

avião Legacy-600/650, da Embraer 
O Legacy-600/650 que a Embraer vai produzir na China
A Embraer anunciou ontem (22) que vai produzir aviões executivos modelo Legacy-600/650, em Harbin, cidade do nordeste da China. 

A linha de montagem será estabelecida através da joint venture sino-brasileira Harbin Embraer Aircraft Company. O acordo entre a Embraer e a Aviation Industry Corporation of China foi assinado no Rio de Janeiro. 

Para o presidente da Embraer, Frederico Curado, essa parceria é mais um marco importante nas relações bilaterais entre a China e o Brasil. A Embraer entrou no mercado chinês em 2000 e tem até agora 154 pedidos confirmados. A companhia brasileira ocupa 78% do mercado chinês de jatos comerciais com menos de 120 assentos. 

Fonte: Rádio China Internacional

Raúl Castro e Dilma repassam relações entre Cuba e Brasil

Raúl e Dilma conversaram em “ambiente de cordialidade”
Os presidentes de Cuba, Raúl Castro,e do Brasil, Dilma Rousseff, repassaram nesta sexta-feira (22) no Rio de Janeiro o estado das relações bilaterais e trocaram opiniões acerca da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Raúl e Dilma conversaram em “ambiente de cordialidade”, e trataram sobre os principais temas da agenda internacional, segundo informou a agência Prensa Latina.

No marco da Cúpula de chefes de Estado e de Governo da Rio+20, o presidente cubano manteve vários encontros bilaterais, entre outros, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev, e com o presidente equatoriano, Rafael Correa.

Em seu discurso pronunciado na quinta-feira (21), na conferência da ONU sobre o desenvolvimento sustentável, Raúl instou a destruir os arsenais nucleares e promover o desarmamento de todas as nações.

O presidente cubano culpou os países industrializados e o modelo neoliberal pelos males da sociedade moderna, exigiu o abandono “das justificativas e egoísmos” para buscar soluções” e afirmou: “Desta vez, todos, absolutamente todos, pagaremos as consequências das mudanças climáticas”.

Fonte: Cubadebate

Honduras foi laboratório para golpe no Paraguai

O golpe que derrubou o presidente hondurenho Manuel Zelaya, em junho de 2009, não só quebrou a ordem constitucional do país como foi “um laboratório para testar novos tipos de golpes de estado na América Latina”.

A análise é da educadora Betty Matamoros, uma das principais lideranças da FNRP (Frente Nacional de Resistência Popular), em Honduras.

Segundo Betty, o processo ocorrido esta semana no Paraguai, assim como a tentativa de golpe contra o presidente equatoriano Rafael Correa, em setembro de 2010, reforça ainda mais um ponto de vista em que os movimentos de resistência hondurenhos têm insistido nos últimos anos.

“A direita internacional vem estudando novas modalidades para dar golpes de estado técnicos, com cara democrática e institucional, para poder frear a luta social do povo e os avanços dos governos progressistas na América Latina”, manifestou Matamoros, em entrevista para o Opera Mundi.

Nesta sexta-feira (22), após um processo de impeachment que durou menos de 30 horas, o Senado do Paraguai depôs o presidente Fernando Lugo, cujo mandato só terminaria em 2013.

A educadora não é a única voz na região que considera o uso de mecanismos contemplados pela lei para depor presidentes legítimos como um dos prováveis novos métodos adotados depois do golpe em Honduras.

O analista político hondurenho Eugenio Sosa afirma que “com a queda do presidente Zelaya, a direita latina aprendeu que não é necessário atuar como nas décadas passadas, que os golpes militares com derramamento de sangue já não servem”. O acadêmico acredita também que “é muito menos grave, para essa direita, apostar em novas fórmulas com aparência constitucional, já que também são mais aceitas pelos olhos do mundo”.

Segundo o COPINH (Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras), as acusações levantadas pelo parlamento paraguaio contra o presidente Fernando Lugo “são infames, irracionais e sem fundamentos legais”. Para a entidade, “o fato da trama paraguaia se parecer muito com a que povo hondurenho presenciou e sofreu em 2009, por parte de um plano semelhante previsto e planificado pelas forças opressoras do país”, não é uma mera coincidência.

Em seu comunicado, a organização indígena hondurenha faz um apelo aos movimentos sociais e políticos de Honduras para “unir forças diante dessa permanente ameaça”, expressando sua solidariedade com o presidente Lugo e com o povo paraguaio. Além do comunicado, o COPINH convocou a população hondurenha a se concentrar no centro da capital Tegucigalpa, no próximo dia 28 de junho, quando o golpe contra Zelaya completará três anos, e convidou os aderentes a se manifestar “contra o golpismo em toda a América Latina”.

Fonte: Opera Mundi

Leonardo Severo: A desinformação midiática e o golpe da Monsanto

Como as multinacionais e os conglomerados de comunicação atuaram coordenados na derrubada do presidente Fernando Lugo.

Por Leonardo Severo*

“A situação de expectativa gerada pela decisão dos legisladores de submeter o presidente Fernando Lugo a juízo político foi, finalmente, resolvida de um modo ordenado, pacífico e respeitoso da legalidade, da institucionalidade e dos critérios essenciais de equidade que devem presidir processos tão delicados como o que acaba de ser levado a bom termo. A destituição do presidente abre fundadas esperanças num futuro melhor”.

Editorial do jornal ABC Color

“Um presidente sem respaldo, que se mostra negligente e incapaz, não pode seguir governando. Sem lugar a dúvidas, o erro mais grave de Fernando Lugo foi o respaldo outorgado a dirigentes de supostos camponeses que receberam carta branca do governo para invadir terras, ameaçar e desafiar o Estado de Direito. Lugo decepcionou a grande maioria da cidadania paraguaia com suas decisões errôneas, seu sarcasmo, sua desastrosa vida pessoal, sua ambiguidade e sua crescente amizade com inimigos declarados da democracia, como Hugo Chávez e os irmãos Castro”.

Editorial do jornal Vanguardia

“Lugo tem princípios populistas (não necessariamente incendiários). A reputação de honestidade lhe ajudou a ganhar, porém necessitará um pouco da ajuda do céu para exercer a Presidência”.

Informação da Embaixada dos EUA, datada de junho de 2008, vazada pelo WikiLeaks, antes da posse de Lugo .

Uma grotesca farsa caiu como raio em céu claro sobre o presidente constitucional do Paraguai, Fernando Lugo. Em questão de horas o mandatário teve o seu “impeachment” proposto, analisado e votado pelo Congresso, mediante um processo metodicamente orquestrado pelas multinacionais Monsanto e Cargill, a oligarquia latifundiária, as elites empresariais e sua mídia.As comemorações estampadas nas capas dos principais jornais paraguaios dão a dimensão do ódio de classe, com as desclassificadas mentiras destiladas contra quem se dispôs – ainda que com vacilos e limitações - a virar a página de abusos e subserviência aos ditames de Washington e suas empresas.

O cerco midiático contra Lugo vinha se fechando, num país em que 85% das terras encontram-se nas mãos de 2% da população e onde os mesmos donos dos três principais jornais, umbilicalmente vinculados às transnacionais e ao sistema financeiro, também controlam as emissoras de rádio e televisão. Assim, de forma suja e monocórdica, foram convocadas manifestações, com bloqueio de estradas, para o próximo dia 25 de junho. Grandes “tratoraços” em protesto contra a decisão do governo em favor da saúde da população e da soberania alimentar - de não liberar a semente de algodão transgênico Bollgard BT, da Monsanto, cuja sequência genética está mesclada ao gene do Bacillus Thurigensis, bactéria tóxica que mata algumas pragas de algodão. A decisão, que afetava milionários interesses da multinacional estadunidense, havia sido comunicada pelo Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal e de Sementes (Senave), uma vez que a liberação não tinha o parecer do Ministério da Saúde e da Secretaria do Meio Ambiente. 

“A Monsanto, através da UGP, estreitamente ligada ao Grupo Zuccolillo, que publica o diário ABC Color, se lançou contra a Senave e seu presidente Miguel Lovera por não ter inscrito a sua semente transgênica para uso comercial no país”, denuncia o jornalista e pesquisador paraguaio Idilio Méndez Grimaldi.

Para tirar o Senave do caminho foi alegado o surrado argumento da “corrupção” no órgão, o mesmo estratagema da máfia de Carlinhos Cachoeira para tomar de assalto o DNIT e alavancar negociatas, via utilização de seus vínculos com a revista Veja para denunciar desvios no órgão – conseguindo inclusive a queda do ministro dos Transportes. 

Desta forma, “denúncias” por parte de uma pseudossindicalista do Senave, Silvia Martínez, ganharam manchetes na mídia canalha. O jornal ABC Color do dia 7 de junho último acusou o chefe do Senave, Miguel Lovera, de “corrupção e nepotismo na instituição que dirige”. Mas o fato é que a pretensa sindicalista advogava em causa própria, do marido e de seus patrocinadores. Conforme revelou Grimaldi, “Silvia Martínez é esposa de Roberto Cáceres, representante técnico de várias empresas agrícolas – todas sócias da UGP (Unión de Grêmios de la Producción) - entre elas Agrosán, recentemente adquirida pela Syngenta, outra transnacional, por 120 milhões de dólares”. 

Algo similar à UDR (União Democrática Ruralista) de Ronaldo Caiado, e aos ruralistas da senadora Kátia Abreu, a UGP é comandada por Héctor Cristaldo, sustentado por figuras como Ramón Sánchez – vinculado ao setor agroquímico - entre outros agentes das transnacionais do agronegócio. “Cristaldo integra o staff de várias empresas do Grupo Zuccolillo, cujo principal acionista é Aldo Zuccolillo, diretor proprietário do jornal ABC Color desde sua fundação sob o regime de Stroessner, em 1967. Zuccolillo é dirigente da Sociedade Interamericana de Prensa (SIP)”, esclarece Idílio Grimaldi. O jornalista lembra que o Grupo Zuccolillo é o principal sócio no Paraguai da Cargill, uma das maiores transnacionais do agronegócio do mundo. “Tal sociedade” construiu um dos portos graneleiros mais importantes do Paraguai, o Porto União, a 500 metros da absorção de água da Companhia de Saneamento do Estado, sobre o rio Paraguai, sem qualquer restrição”, esclarece.

Com a proteção do apodrecido Congresso que condenou Lugo, as transnacionais do agronegócio no Paraguai praticamente não pagam impostos, com uma carga tributária de 13% do PIB, tão insignificante que acaba inviabilizando os serviços públicos. 

Vale lembrar que a saúde e a educação eram totalmente privadas antes da ascensão de Lugo à Presidência, num país em que os latifundiários não pagam impostos. O imposto imobiliário representa apenas 0,04% da carga tributária, uns 5 milhões de dólares - segundo estudo do Banco Mundial – ainda quando a renda do agronegócio alcance cerca de 6 bilhões de dólares anuais, em torno de 30% do PIB.

Na sexta-feira, 8 de junho, a UGP publicou no ABC Color seus “12 argumentos para destituir Lovera” . ( http://www.abc.com.py/edicion-impresa/economia/presentan-12-argumentos-para--destituir-a--lovera-411495.html). Tais "argumentos” foram apresentados ao então vice-presidente da República, Federico Franco, correligionário do ministro da Agricultura e pró-Monsanto, recém nomeado “presidente”.

Na sexta-feira, 15, descreve Grimaldi, “em função de uma exposição anual organizada pelo Ministério de Agricultura e Pecuária, o ministro Enzo Cardozo deixou escapar um comentário à imprensa: um suposto grupo de investidores da Índia, do sector agroquímico, cancelou um projeto de investimentos no Paraguai pela alegada corrupção no Senave. Nunca esclareceu de que grupo se tratava. Nas mesmas horas daquele dia ocorriam os trágicos acontecimentos de Curuguaty, onde morreram onze camponeses e seis policiais”. O sangue derramado foi o pretexto utilizado pela direita para o impeachment.

Como na Venezuela, franco-atiradores

O que se sabe é que a exemplo da tentativa de golpe de Estado na Venezuela, onde a CIA utilizou franco-atiradores para assassinar os manifestantes contrários ao governo para jogar a culpa do massacre sob os ombros de Hugo Chávez, também em Curuguaty agiram franco-atiradores. E dos bem profissionais. E movidos pelos mesmos propósitos.

Na região de Curuguaty está localizada a estância de Morombí, propriedade do latifundiário e grileiro Blas Riquelme, dono de mais de 70 mil hectares. O “terrateniente” é uma das viúvas da ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989), um dos principais beneficiados pela tristemente célebre Operação Condor, desenvolvida pela CIA no Cone Sul para torturar, assassinar e desaparecer com todo aquele que ousasse contrariar os interesses estadunidenses na região. Ele também foi presidente do Partido Colorado por longos anos e senador da República, sendo igualmente dono de uma rede de supermercados e estabelecimentos pecuários.

Como Riquelme havia se apropriado mediante subterfúgios legais de aproximadamente dois mil hectares pertencentes ao Estado paraguaio, camponeses sem terra ocuparam o local e solicitaram do governo Lugo a sua desapropriação para fins de reforma agrária. Um juiz e uma promotora ordenaram a retirada das famílias por meio do Grupo Especial de Operaciones (GEO) da Polícia Nacional, esquadrão de elite que, em sua maioria, foi treinado por militares dos EUA na Colômbia, durante o governo fascista de Álvaro Uribe.

Na avaliação de Grimaldi, que também é membro da Sociedade de Economia Política do Paraguai (SEPPY), somente uma sabotagem interna dentro dos quadros da própria inteligência da Polícia, com a cumplicidade da Promotoria, explicaria a emboscada na qual morreram seis policiais. Uma ação estrategicamente planejada com um objetivo bem definido. “Não se compreende como policiais altamente treinados, no marco do Plano Colômbia, pudessem cair tão facilmente numa suposta armadilha feita por camponeses, como quer fazer crer a imprensa dominada pela oligarquia. A tropa reagiu, matando 11 camponeses e deixando cerca de 50 feridos”. Entre os policiais mortos, ressalta, estava o chefe da GEO, Erven Lovera, irmão do tenente-coronel Alcides Lovera, chefe da segurança do presidente. Um recado claro e preciso para Lugo.

A serviço da Monsanto

Conforme o jornalista, no marco da apresentação preparada pelo Ministério da Agricultura – a serviço dos EUA -, a transnacional Monsanto anunciou outra variedade de algodão, duplamente transgênico: BT e RR ou Resistente ao Roundup, herbicida fabricado e patenteado pela multinacional, que quer a liberação da semente no país.

Para afastar incômodos obstáculos, antes disso o diário ABC Color vinha denunciando “presumíveis” fatos de corrupção dos ministros do Meio Ambiente e da Saúde, Oscar Rivas e Esperança Martínez, que também haviam negado posição favorável à Monsanto. 

A multinacional faturou no ano passado, somente com os royalties pelo uso de sementes transgênicas de soja no Paraguai, 30 milhões de dólares, livre de impostos, (porque não declara esta parte de sua renda). “Independente disso, a multinacional também fatura pela venda das sementes transgênicas. Toda a soja cultivada é transgênica numa extensão próxima aos três milhões de hectares, numa produção em torno de sete milhões de toneladas em 2010”, revela Grimaldi.

Por outro lado, acrescenta o jornalista, a Câmara de Deputados já aprovou projeto de Lei de Biosseguridade, que contempla criar uma direção de Biossegurança com amplos poderes para a aprovação do cultivo comercial de todas as sementes transgênicas, sejam elas de soja, milho, arroz, algodão... Este projeto de lei elimina a atual Comissão de Biosseguridade, ente colegiado de funcionários técnicos do Estado paraguaio, visto como entrave aos desígnios da Monsanto.

“Enquanto transcorriam todos esses acontecimentos, a UGP vinha preparando um ato de protesto nacional contra o governo de Fernando Lugo para o dia 25 de junho, com máquinas agrícolas fechando parte das estradas em diferentes pontos do país. Uma das reivindicações do denominado ‘tratoraço’: a destituição de Miguel Lovera do Senave, assim como a liberação de todas as sementes transgênicas para cultivo comercial”.

Dado o golpe, como estamparam os grandes conglomerados de mídia no Paraguai neste sábado, “a manifestação da UGP foi suspensa”. Afinal, “há um novo governo, mais sensível ao mercado”. 

*Jornalista e escritor, autor de O Latifúndio Midiota

Participação popular é mais rápida que unidade internacional

A socióloga comunista Zillah Branco faz uma reflexão sobre o descompasso entre o amadurecimento político e a conscientização popular e analisa a Rio + 20, onde diferentes setores manifestaram, cada um à sua maneira, preocupações com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.

Por Zillah Branco*

O amadurecimento político é mais lento que a conscientização popular para os riscos de destruição do planeta. Percebe-se isto na Rio + 20 onde foi possível coexistirem tribos as mais diversas - de minorias étnicas, de mulheres, de intelectuais ambientalistas jovens e idosos, de aderentes às causas exóticas com arte e sem ela, de empresários preocupados com o mercado sustentável e de políticos em busca de consenso para promover as mudanças necessárias no mundo para reduzir as desigualdades e desenvolver as sociedades sem destruir a natureza. 

Naturalmente, para os que estão mais diretamente relacionados com as condições objetivas de promover ações efetivas - seja em postos científicos ou políticos, que veem a necessidade urgente de assumirem compromissos nesta batalha, a consciência política é uma questão de sobrevivência na função profissional ou pessoal que ocupam. Não estão mais na situação dos amadores que se emocionam com as descobertas pessoais de que há muita miséria no mundo e que a ignorância aliada à ganância dos seres humanos tem produzido uma crescente destruição das reservas naturais. Além da ameaça à natureza em geral e, especialmente à natureza humana, os mais experientes conhecem as intenções dos que dão mais valor aos lucros e exercem pressões políticas sutis para que a riqueza e o poder não lhes escapem das mãos quando os projetos de igualdade e distribuição justa da renda sejam aprovados em todo o mundo para salvar o planeta.

WikiLeaks revela que EUA queriam adiar Rio+20

Tanto a gestão do ex-presidente dos EUA George W. Bush como a do atual chefe de Estado americano, Barack Obama, se mostraram contrárias à ideia do Brasil de convocar a Rio+20. O conteúdo dos telegramas revela que a resistência dos EUA à reunião ocorre desde 2008. Parte dos relatórios questionando a cúpula foram assinados por Hillary Clinton, secretária de Estado norte-americana e representante de Obama na Rio+20 esta semana.

Um telegrama de 31 de outubro de 2008 - assinado pela então secretária de Estado, Condoleezza Rice - deixa a entender que a ideia da realização do encontro veio do G-77, grupo de países em desenvolvimento. Naquele momento, não havia ainda um acordo de que a reunião ocorreria no Rio de Janeiro. "O presidente brasileiro (Luiz Inácio) Lula (da Silva) e o primeiro-ministro sul-coreano, Han (Duck-soo), propuseram sediar o evento.

Naquele momento, porém, a orientação de Condoleezza a sua missão perante a ONU era de tentar frear o projeto da reunião, alertando que 2012 não seria o momento. O principal argumento era de que uma agenda de trabalho já tinha sido estabelecida e seria concluída em 2017. Portanto, não haveria motivo para a convocação de uma nova reunião.

Condoleezza sugeria que a representação norte-americana na ONU explicasse que os EUA "não eram contrários à cúpula em si, mas estavam preocupados com os recursos, tanto financeiros como humanos, que seriam exigidos". 

Obama assumiria a presidência norte-americana no início de 2009, dando ao mundo a esperança de que colocaria a questão ambiental no centro de sua agenda, reavaliando a política implementada por Bush, duramente criticada por ambientalistas. Mas em junho daquele ano, a secretária de Estado Hillary Clinton assinou uma carta que seria enviada para a ONU revelando que a resistência da nova administração em relação ao evento no Rio permanecia no governo dos EUA.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, também chega à mesma conclusão que sua antecessora. "Se a meta dos dois eventos de alto nível é o mesmo, Estados-membros devem considerar adiar qualquer cúpula até 2017, quando teríamos uma oportunidade sem precedentes para reavaliar a história completa dos acordos de desenvolvimento sustentável e conquistas para que possamos nos informar sobre os próximos passos e embarcar em novas metas."

Até o argumento financeiro da gestão Bush voltou à tona. "Muitos governos, incluindo os EUA, não têm recursos e nem funcionários para preparar duas cúpulas em cinco anos." Segundo Hillary, Washington participaria dos debates sobre a conveniência de realizar a cúpula, mas o foco de Washington deveria ser "especialmente sobre a implementação de acordos já feitos".

As dificuldades políticas para que 120 líderes internacionais assinem um acordo estão presas às condições de dependência que os prendem às grandes potências. E, neste sentido, foi um grande êxito produzir um documento de intenções com representantes de países ricos, emergentes e pobres como aqueles que se situam em ilhas ameaçadas de desaparecerem com a subida das águas oceânicas. Os Estados Unidos previamente avisam que estão com dificuldades econômicas, mas será mais difícil agora, quando foram expostos os riscos de sobrevivência das populações miseráveis, negarem a sua ajuda reduzindo a poluição causada pela sua indústria.

Prefeitos de várias grandes cidades, incluindo Nova York, assumiram compromissos mais explícitos para reduzir os excessos - de consumo e de poluição. Mas o mais importante, que o Governo do Brasil introduziu nos encontros de lideres internacionais, foi a presença democrática daquelas organizações que levaram denúncias e exigências sem o peso da diplomacia. Elas consideraram o texto final assinado pelos governantes muito fraco, sem as decisões que lhes parecem óbvias e imediatas. Têm razão e devem continuar a lutar e a conscientizar os povos para vencer as pressões dos que não têm permitido defender a natureza e acabar com a pobreza no mundo.

*Zillah Branco é socióloga, militante comunista, conselheira do Cebrapaz e colaboradora do Vermelho.

23 de junho de 2012

Estadual orienta militância para normas e prazo das Convenções

30 de junho é o prazo final para a realização das Convenções que escolherão os candidatos e candidatas e as coligações que concorrerão às eleições de outubro de 2012.

Desde a primeira quinzena de maio, o Comitê Estadual do PCdoB disponibilizou a Resolução sobre as Convenções Eleitorais do partido no Estado de São Paulo. No documento estão as regras para a realização das Convenções Municipais. Além da Resolução, também foram disponibilizados pelo Estadual o Termo de Compromisso dos Candidatos com o PCdoB e os modelos de Edital de Convocação para as Convenções e Ata das Convenções.

Em recente entrevista ao Vermelho São Paulo, o secretário de Organização do PCdoB, Marcelo Cardia ressaltou que para o delegado só poderá votar na Convenção se apresentar a Carteira Nacional de Militante. Para votar nos municípios com 200 mil eleitores ou mais é obrigatório também que os candidatos e candidatas e membros do comitê municipal estejam inscritos no Sincom (Sistema Nacional de Contribuição Militante).

Acesse os links abaixo e leia na íntegra os documentos divulgados pelo Comitê Estadual do PCdoB que normatizam as Eleições de 2012


Da Redação

Dilma aplaude países em desenvolvimento ao encerrar Rio + 20

Ao encerrar a reunião de cúpula da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, a presidenta Dilma Rousseff ressaltou o trabalho coletivo das delegações na construção do documento O Futuro Que Queremos.

Segundo ela, os compromissos acordados entre líderes de mais de 193 nações é um marco no conjunto de resultados das conferências da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dilma afirmou que, aos resultados concretos da Rio+20, soma-se um “legado intangível”, que é a mobilização de uma nova geração no Brasil e no mundo, em torno dos desafios da sustentabilidade. “Assim como em 1992, [a conferência] terá efeito transformador nas gerações atuais e futuras.”

A presidenta ainda cobrou dos países empenho, agora, em colocar os compromissos assumidos em prática e avançar em relação às metas definidas na conferência. “Cada país pode e deve avançar em relação aos compromissos e ir além do documento. Porém, nenhum país tem direito de ficar aquém do documento”, disse. Dilma ainda acrescentou: “Iniciamos uma caminhada que deve ser orientada por ambição”.

Ao destacar os principais avanços acordados durante a conferência, Dilma agradeceu os esforços e o equilíbrio respeitosos entre os países para encontrar consensos e elogiou a disposição que os países mais pobres apresentaram durante os trabalhos. “Aplaudo em especial os países em desenvolvimento que assumiram compromissos concretos com o desenvolvimento sustentável, mesmo na ausência da necessária contrapartida prometida pelos países desenvolvidos”.

Segundo Dilma, o Brasil continuará fazendo sua parte na direção da agenda global de sustentabilidade. “Colocaremos US$ 6 milhões no Pnuma [Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente] e US$ 10 milhões no enfrentamento das mudanças do clima nos países mais vulneráveis da África e pequenas ilhas”.

A presidenta voltou a explicar que o documento da Rio+20 é um ponto de partida e não de chegada, como é considerada a convenção que ocorreu há duas décadas. E ressaltou que a Rio+20 não retrocedeu em relação aos compromissos assumidos nas conferências anteriores. Dilma ainda acrescentou que a Rio+20 provou que o multilateralismo é uma insubstituível expressão global da democracia. “É a via legitíma para a construção de soluções para problemas que afetam toda a sociedade. Cabe a nós dar efeito e concretude a tudo o que decidimos aqui. É hora de agir”.

O secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, disse que o documento O Futuro Que Queremos fornece instrumentos necessários para que a conferência produza um legado duradouro. Zukang ressaltou que todos os líderes presentes devem ter orgulho do resultado “extraordinário” alcançado nos últimos dias, mas alertou que as nações precisam ser responsáveis na implementação desses compromissos.

“Vocês assinaram um quadro geral para ações que vão nos levar adiante. É hora de pegar esses compromissos e agir. Desenvolvimento sustentável é a única opção para a humanidade, para o nosso planeta compartilhado, para o nosso futuro”, disse.

O alerta sobre o cumprimento dos compromissos foi reforçado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que definiu a Rio+20 como uma conferência exitosa. “O documento adotado por consenso fornece firmes bases para a construção do bem-estar social, econômico e ambiental. Agora, é nossa responsabilidade desenvolvê-las”, disse.
Ao final da cerimônia, Ban Ki-moon entregou o martelo, símbolo da conferência, como um presente, uma lembrança da Rio+20 à presidenta Dilma, que foi anfitriã e coordenadora do evento.

Carolina Gonçalves e Vitor Abdala, do Rio de Janeiro, para a Agência Brasil

Cúpula dos Povos: Documento final ataca a mercantilização da vida

A declaração final da Cúpula dos Povos – sintetizada em um documento de quatro páginas e 20 parágrafos - ataca a mercantilização da vida e faz a defesa dos bens comuns e da justiça social e ambiental. A cúpula reuniu durante oito dias representantes da sociedade civil em atividades paralelas à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.

O documento divulgado nesta sexta-feira (22) critica as instituições financeiras multilaterais, as coalizões a serviço do sistema financeiro, como o G8 e G20, a captura corporativa das Nações Unidas e a maioria dos governos, “por demonstrarem irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta”.

A declaração ressalta que houve retrocessos na área dos direitos humanos em relação ao Fórum Global, que reuniu a sociedade civil também no Aterro do Flamengo, durante a Rio92.

“A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza.”

A economia verde, tão festejada na Rio+20 por líderes mundiais e empresários, foi desqualificada pelos participantes da cúpula dos povos. “A dita economia verde é uma das expressões da atual fase financeira do capitalismo que também se utiliza de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento público-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração de novas tecnologias.”

O documento exige o reconhecimento do trabalho das mulheres e afirma o feminismo como instrumento da igualdade e a autonomia das mulheres sobre seus corpos. Também enfatiza o fortalecimento das economias locais como forma de garantir uma vida sustentável.

Ao final são destacados oito eixos de luta e termina com uma exortação à mobilização. “Voltaremos aos nossos territórios, regiões e países animados para construirmos as convergências necessárias para seguirmos em luta, resistindo e avançando contra os sistemas capitalista e suas velhas e renovadas formas de reprodução”.

Leia a íntegra da declaração final da Cúpula dos Povos 

Em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida

Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos, organizações da sociedade civil e ambientalistas de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade. 

A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito à cidade, e religiões de todo o mundo. As assembleias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências. 

As instituições financeiras multilaterais, as coalizões a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferência oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro. 

Há vinte anos, o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje, afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema econômico-financeiro. 

As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista patriarcal, racista e homofóbico. 

As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistemática violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade. 

Da mesma forma, denunciamos a dívida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos oprimidos do mundo, e que deve ser assumida pelos países altamente industrializados, que ao fim e ao cabo, foram os que provocaram as múltiplas crises que vivemos hoje. 

O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitário sobre os recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessários à sobrevivência. 

A dita “economia verde” é uma das expressões da atual fase financeira do capitalismo que também se utiliza de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento publico-privado, o superestímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros. 

As alternativas estão em nossos povos, nossa história, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemônico e transformador. 

A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economia cooperativa e solidária, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética, são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial. 

A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos. 

Exigimos uma transição justa que supõe a ampliação do conceito de trabalho, o reconhecimento do trabalho das mulheres e um equilíbrio entre a produção e reprodução, para que esta não seja uma atribuição exclusiva das mulheres. Passa ainda pela liberdade de organização e o direito à contratação coletiva, assim como pelo estabelecimento de uma ampla rede de seguridade e proteção social, entendida como um direito humano, bem como de políticas públicas que garantam formas de trabalho decentes. 

Afirmamos o feminismo como instrumento da construção da igualdade, a autonomia das mulheres sobre seus corpos e sexualidade e o direito a uma vida livre de violência. Da mesma forma, reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito à terra e ao território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, à cultura, à liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação.

O fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada é fundamento para um novo paradigma de sociedade. 

Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para as corporações. 

A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas a partir das resistências e alternativas contra-hegemônicas ao sistema capitalista que estão em curso em todos os cantos do planeta. Os processos sociais acumulados pelas organizações e movimentos sociais que convergiram na Cúpula dos Povos apontaram para os seguintes eixos de luta: 

- Contra a militarização dos Estados e territórios; 
- Contra a criminalização das organizações e movimentos sociais; 
- Contra a violência contra as mulheres; 
- Contra a violência às lesbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros; 
- Contra as grandes corporações; 
- Contra a imposição do pagamento de dívidas econômicas injustas e por auditorias populares das mesmas; 
- Pela garantia do direito dos povos à terra e território urbano e rural; 
- Pela consulta e consentimento livre, prévio e informado, baseado nos princípios da boa fé e do efeito vinculante, conforme a Convenção 169 da OIT; 
- Pela soberania alimentar e alimentos sadios, contra agrotóxicos e transgênicos; 
- Pela garantia e conquista de direitos; 
- Pela solidariedade aos povos e países, principalmente os ameaçados por golpes militares ou institucionais, como está ocorrendo agora no Paraguai; 
- Pela soberania dos povos no controle dos bens comuns, contra as tentativas de mercantilização; 
- Pela mudança da matriz e modelo energético vigente; 
- Pela democratização dos meios de comunicação; 
- Pelo reconhecimento da dívida histórica social e ecológica; 
- Pela construção do Dia Mundial de Greve Geral. 

Voltemos aos nossos territórios, regiões e países animados para construirmos as convergências necessárias para seguirmos em luta, resistindo e avançando contra o sistema capitalista e suas velhas e renovadas formas de reprodução. 

Em pé, continuamos em luta! 
Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012. 

Cúpula dos Povos por Justiça social e ambiental em defesa dos bens comuns, contra a mercantilização da vida.

Da redação do Vermelho, com informações de Vladimir Platonow, do Rio de Janeiro, para a Agência Brasil

Ato ocupa calçada da embaixada do Paraguai no Rio de Janeiro

Manifestantes deixaram o Aterro do Flamengo, onde acontecia a Cúpula dos Povos, no Rio de Janeiro, e seguiram rumo à embaixada do Paraguai para prestar solidariedade ao presidente paraguaio Fernando Lugo, vítima de um golpe branco. Até o fim da manifestação, Lugo não havia sido destituído e todos reivindicavam a interrupção do processo aberto pelas casas legislativas paraguaias. O Vermelho acompanhou o ato. Confira as imagens.

Com bandeiras, faixas e cartazes, eles prestaram homenagens e discursaram contra o golpe, que acabou se concretizando com a saída de Lugo, ao final do dia. 



Fotos: Deborah Moreira

22 de junho de 2012


Convenção Eleitoral Municipal - PCdoB - São Vicente.(coligação PCdoB / PPS) eleições 2012 - Juventude, Renovação, Experiência. Apoio as candidaturas de Caio França (prefeito) e Barreto (vice).

Convenção do PCdoB-BH acontece neste sábado


O Comitê Municipal de Belo Horizonte, do Partido Comunista do Brasil, realizará no próximo sábado, dia 23, a sua convenção eleitoral. O evento reafirmará o apoio do Partido à reeleição do prefeito Márcio Lacerda, do PSB, e aprovará a chapa de candidatos e candidatas a vereadora e vereador.

Os comunistas de Belo Horizonte avaliam que a reeleição do prefeito Márcio Lacerda é um movimento importante, tanto pela boa gestão que vem realizando, quanto pelo fortalecimento do projeto nacional em curso.

Para ampliar sua participação na Câmara Municipal, o PCdoB apresentará uma chapa própria de candidatos e candidatas, formados por lideranças políticas, sindicais, sociais e de movimentos comunitários, trabalhadores comprometidos com os anseios da população belorizontina.

Todos os militantes, apoiadores e amigos do Partido estão convidados para a convenção que será realizada dia 23 de junho, de 10 às 12 :30, no salão nobre da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Está confirmada a presença do Prefeito Márcio Lacerda, entre outras autoridades.

Fonte Vermelho.

Manuela confirma Nelcir Tessaro como vice.

A pré-candidata do PCdoB à prefeitura de Porto Alegre, Manuela D'Ávila, anunciou no início da noite desta quinta-feira (21) o nome de seu vice na chapa para as eleições de outubro. O vereador Nelcir Tessaro (PSD) foi escolhido após reunião com os partidos aliados. A oficialização da candidatura de Manuela ocorrerá em uma convenção marcada para sábado (23).

Dani Barcellos
Manuela afirmou que a decisão foi tomada em consenso entre os partidos da coligação (PCdoB, PSB, PSD, PSC e PHS). Ela agradeceu aos demais postulantes à vaga por acreditarem no projeto de transformação social proposto pelo PCdoB e por aceitarem a escolha de Tessaro em harmonia. "O nome que melhor representa a unidade é o de Nelcir Tessaro", disse.

Nesta quinta, o vereador Airto Ferronato (PSB) desistiu da disputa e anunciou apoio ao vereador do PSD. 

No mesmo tom de Manuela, Tessaro afirmou que o PSD terá papel fundamental na campanha. "Não seremos apenas coadjuvantes nessa caminhada. Queremos ser protagonistas", destacou. 



Articulador político

Durante a reunião, Manuela anunciou o deputado federal licenciado Beto Alburquerque, secretário de Infraestrutura e Logística do governo do Estado e vice-presidente do PSB, como o coordenador político da campanha. O coordenador-geral será Antônio Elisandro de Oliveira, presidente municipal do PSB. 

Beto Alburquerque será o responsável por articular a partilha da máquina administrativa. "A minha tarefa é não deixar nenhum dos nossos partidos na frente ou atrás do outro. Ele assegurou que todos os integrantes da coligação terão o mesmo protagonismo. "Nem a prefeita, nem o vice, andarão um na frente do outro", reforçou.

Em relação ao apoio da senadora Ana Amélia Lemos (PP), o secretário disse que Manuela está de braços abertos a todos que quiserem se somar à campanha. "Se a senadora quiser caminhar do nosso lado será recebida de braços abertos", convidou.

Da redação, com agências

20 de junho de 2012

SOLIDARIEDADE

Campanha do Agasalho do SindMetal recolhe doações para aquecer o inverno de quem precisa. 

O inverno já chegou e junto com ele a necessidade de reforçar as vestimentas para suportar as baixas temperaturas, especialmente à noite. Acontece que nem todos podem ter esse conforto mínimo para se proteger do frio, acabam adoecendo e, em casos extremos, morrendo por complicações causadas nesta época. 

O SindMetal Jaguariúna e Região resolveu entrar nesta luta de solidariedade e amor ao próximo e está organizando uma campanha junto à comunidade e às empresas da região para arrecadar roupas, cobertores, calçados e tudo o mais que puder ajudar a aplacar o sofrimento de quem necessita. 

A entidade está disponibilizando caixas de coletas na sede de Jaguariúna e nas subsedes de Pedreira e Amparo para recolher as doações. “Toda colaboração é bem vinda. Vamos fazer a campanha junto aos trabalhadores, empresas e todos que queiram ajudar. Nosso papel também é atuar em favor das causas da sociedade. Com um pouco da solidariedade de todos vamos fazer uma campanha de sucesso e ajudar quem tanto precisa”, afirma o diretor do Sindicato, Valdir Pereira Silva. 

As doações serão encaminhadas às entidades e fundos de solidariedade dos 5 municípios onde o SindMetal atua: Jaguariúna, Pedreira, Amparo, Serra Negra e Monte Alegre do Sul. Procure o Sindicato, colabore e abrace também esta causa. 

Os endereços dos pontos de coleta são os seguintes: 

Jaguariúna: Rua Alcides de Oliveira Germano, 378 – Jardim Mauá II. 
Pedreira: Rua Sgto Alcides de Oliveira, 12 – Vila Monte Alegre 
Amparo: Rua Prof. Horácio Quáglio, 36 – Jardim Adélia 

Bruno Felisbino
Comunicação SindMetal 
(19) 3837-8600

Governo libera R$ 20 bilhões para investimento em infraestrutura

A presidenta Dilma Rousseff se reuniu nesta sexta-feira (15) com os governadores de todo o país. Uma linha de crédito especial de R$ 20 bilhões vai garantir investimentos em infraestrutura nos estados. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explica o que ficou definido durante a reunião.



Fonte Vermelho.

Convenção define Isaura Lemos candidata à Prefeitura de Goiânia

 
Com a participação de mais de 300 pessoas, o PCdoB de Goiânia realizou a sua Convenção Eleitoral que aprovou, por unanimidade, a candidatura de Isaura Lemos à Prefeitura de Goiânia e também a chapa de vereadores composta por 53 nomes que irão disputar a eleição municipal deste ano. A definição de coligações será apresentada até o dia 30 de junho.

A Convenção Eleitoral ocorreu na manhã deste sábado, 16, no Auditório Costa Lima, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, região Central de Goiânia. O encontro teve início às 8 horas, com o credenciamento dos participantes, café da manhã e com a exibição de vídeos da história do Partido e da Propaganda Partidária Nacional e Estadual. 

Após a composição da mesa com Ronald Freitas, do Comitê Central, com o vereador Fábio Tokarski (presidente do PCdoB de Goiás); Cristiano Morais (secretário-geral do Partido Verde -PV); Euler Ivo (secretário estadual de organização do PCdoB); vereadora de Goiânia, Tatiana Lemos (Líder do PCdoB na Câmara) e com a presidenta do PCdoB de Goiânia, a deputada estadual Isaura Lemos, foi apresentado um vídeo que descrevia a trajetória política da pré-candidata à Prefeitura de Goiânia. 

Logo após, a cantora Maíra fez uma bela apresentação do Hino Nacional com a participação de Dú Oliveira (Violão) e Pedro Gaveta (Percussão) e a plateia, animada, cantou junto.

A presidente do PCdoB de Goiânia, Isaura Lemos fez a abertura oficial da Convenção Eleitoral. Dirigente Nacional, Ronald Freitas, do Comitê Central do PCdoB, falou sobre conjuntura internacional e sobre a política nacional do PCdoB. Freitas afirmou que o Partido segue firme no projeto de disputar as prefeituras de pelo menos sete capitais (São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, Fortaleza, Macapá e Goiânia).
 
Freitas disse ainda que o PCdoB tem propostas para enfrentar quaisquer problemas concretos que se apresentem na sociedade, e incentivou os candidatos e candidatas à Câmara Municipal a se empenharem no debate político. Segundo ele, a candidatura municipal tem que ser nas ruas, de cada em casa, e os candidatos não podem se intimidar com as barganhas politiqueiras de outros candidatos que compram votos. “Temos que convencer os eleitores que o voto tem que ser consciente, convença o povo. Consigam votos!”, concluiu o dirigente nacional. 

O dirigente estadual do PV em Goiás, Cristiano Morais falou que tanto o PV quanto o PCdoB são partidos que perseguem os mesmos objetivos e que os dois partidos estão em conversação para uma possível composição de chapa nestas eleições.

Presidente do PCdoB de Goiás, Fábio Tokarski falou que Goiás convive com um forte crescimento econômico ao longo dos anos, mas, por outro lado, não há distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida do povo. Sobre o cenário político estadual, Fábio disse que o envolvimento de políticos goianos com a máfia dos jogos ilegais envergonham o Estado e apontou que importantes mudanças políticas são necessárias para uma renovação do poder político em Goiás. “Nós do PCdoB temos as mãos limpas e a consciência tranquila. Isaura vem para mudar a política na cidade de Goiânia”, defendeu.
Tokarski falou também do orgulho que os goianienses têm de sua cidade, mas que enfrenta também várias debilidades como outras cidades do Brasil, como a violência contra os jovens e da falta de projetos sociais voltados para as comunidades. Tokarski criticou ainda a influência do poder econômico nas eleições e a compra de votos. Segundo ele, o PCdoB fará uma campanha baseada unicamente em propostas.

Votação

A ex-deputada Denise Carvalho fez a condução da votação da pauta da Convenção Eleitoral Municipal, como a apreciação da Coligação Majoritária e Proporcional, aprovação da composição da chapa de vereadores e da transferência de poder para a Comissão Política Municipal na busca de composição com outros partidos para coligar tanto a nível majoritário, quanto proporcional, até o dia 30 de junho. Cada um dos pré-candidatos foram apresentados, assim como sua categoria. “A chapa com 53 nomes contempla, ainda, os 30% da participação de mulheres na chapa”, salientou Denise. Todas as questões colocadas em votação foram aprovadas pelos delegados e delegadas presentes no plenário, por unanimidade.

Com muita festa os militantes comemoraram a aprovação unanime do nome de Isaura Lemos, como candidata do PCdoB na disputa à Prefeitura de Goiânia e da composição da chapa de vereadores.

Pronunciamento de Isaura Lemos

Já como candidata do PCdoB de Goiânia, Isaura Lemos fez um pronunciamento de agradecimento, saudação aos militantes e fez uma apresentação da realidade vivida pelo povo brasileiro, e das pessoas que vivem na cidade de Goiânia. Essa candidatura não é apenas demarcação de campo. Viemos para competir e apresentar à sociedade goianiense que temos melhores propostas e a coragem de coloca-las em prática”, ponderou a deputada. 

Com o slogan, “Governar a cidade é cuidar das pessoas”, Isaura Lemos discorreu que Goiânia é uma cidade polo da região metropolitana e que o povo passa por necessidades de todas as ordens, para estas pessoas, disse Isaura, é que deveremos dar prioridade, e as soluções e medidas devem ser inovadoras e criativas.

Segundo Isaura, nenhuma administração de Goiânia até agora se preocupou em alterar ou crescer a arrecadação, a receita, pois Goiânia tem 60% de suas atividades produtivas voltadas para o setor de serviços e da indústria de transformação. “Para desenvolver nosso município, precisamos gerir recursos com uma gestão planejada estrategicamente para essa meta, e para isso, o nosso lema será priorizar o interesse da maioria e não os interesses particulares ou de empresas, precisamos dar respostas eficientes aos problemas que vivem a ampla maioria dos moradores de nossa cidade”.

Isaura ressaltou que a Saúde é um grande desafio apontando pela população e que merece atenção especial para transformar o quadro geral de colapso que vive o atendimento público de saúde. Outra questão primordial para a candidata é o sistema público de transporte e de engenharia de trânsito. Também é fundamental o cuidar de todos e todas no acesso a educação de qualidade, começando pelos Cmeis e Escola de Tempo integral, cuidar da juventude que sofre com a violência e com o ambiente das drogas também foram citados por Isaura como prioridade para melhoria da qualidade de vida da população goianiense. 

A candidata Isaura finalizou seu pronunciamento dizendo que uma cidade que cuide das pessoas, que priorize o ser humano é o cerne de sua objetividade. Disse ela: “Para garantir uma governabilidade realmente popular é que tomei a decisão de ser candidata. A minha trajetória de vida apenas confirma essa firmeza, firmeza de projeto, firmeza de sonho, firmeza de estar lado a lado com o povo”.
Representações sociais presentes

Grandes lideranças do movimento civil e social participaram da Convenção Eleitoral, como Luiz Carlos Orro(membro do Comitê Central, ex-secretário de Esporte e Lazer de Goiânia); Ivete Barreto (do Conselho Federal de Enfermagem); Alan Francisco de Carvalho (presidente do Sinpro – Sindicato dos Professores); Egmar José de Oliveira (vice-presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça); Geraldo Santana (presidente do Conselho Estadual de Educação); Geraldo Profírio (Presidente da Fitrae-BC); Dila Resende (presidenta do Centro Popular da mulher e do Conselho Estadual da Mulher de Goiás); senhor Zezinho do Araguaia (presidente do Instituto de Apoio aos Povos do Araguaia); Professora Lúcia Rincon (Presidente da Apuc- Associação dos Professores da Universidade Católica de Goiás); Jéssica Wuiner (Presidenta da União Goiana dos Estudantes Secundaristas-Uges); Erveline Batista (Presidenta da UJS); Valdenir Vieira de Sousa (presidente do Sindicato dos Trabalhadores em funerárias e Cemitérios do Estado de Goiás – Sinef); Ailma Maria de Oliveira (presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB/GO); Paulo Gama (Superintendente do Ministério do Trabalho); Wilson Hermuth (presidente do Cecaf); Celma Grace (presidente do Instituto Ana Carol, Cooperativa Bordana e Associação dos Moradores do Conjunto Caiçara); Valtuídes Mendes (vice-presidente da CONAM); Prof. Nivaldo Santos (Diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás); Helder Meira Ferreira (presidente do Sindimetru – Sindicato dos Motorista e Empregados do Transporte Rodoviário e Urbano de Goiânia e Aparecida); Diretores do Sinti-Ifesgo (sindicato dos trabalhadores da Universidade Federal de Goiás; entre outras lideranças comunitárias, de Assistência Social, Associação de Idosos, Conselheiros Tutelares, Entidades Estudantis, direção do PCdoB em outros municípios.

Da redação local, Eliz Brandão para o Portal Vermelho.

Palito é indicado o candidato a prefeito pelo PCdoB de Paulínia

Atual vereador pelo PCdoB local, Adilson Domingos Censi, o Palito, informou que o vice-candidato deverá ser confirmado até o dia 30, quando se encerra o prazo de realização das Convenções

Acervo PCdoB de Paulínia
   Nádia Campeão, Palito e Amazonas: Renovação em Paulínia

“A gente tem sempre que trabalhar firme e buscar nossos sonhos, nosso espaço na sociedade”, disse Palito. Eleito pela primeira vez para a Câmara Municipal em 2008, Palito esteve entre os três mais votados naquela eleição. Com prestígio entre a militância, ele tem sido umas das lideranças responsáveis pela reorganização do PCdoB em Paulínia.

Em clima de festa e consolidação do crescimento do PCdoB na cidade. Foi assim que aconteceu a Convenção Municipal do partido em Paulínia que reuniu cerca de 400 pessoas entre as quais a presidente estadual do PCdoB, Nádia Campeão e Alcides Amazonas, integrante do Comitê Estadual e diretor da Agência Nacional do Petróleo em São Paulo.

Amazonas elogiou Palito dizendo que o espírito de luta do dirigente paulinense é inspirado pelas lutas históricas dos comunistas em favor do povo brasileiro. Para Palito o PCdoB está preparado para os desafios da cidade. “É um grito de alerta para a renovação em Paulínia”, definiu o vereador e atual candidato a prefeito.

Trajetória

A dedicação ao trabalho e a luta por oportunidades marcaram a vida de Palito. Aos 9 anos começou a trabalhar na lavoura com o pai. Ao longo da vida foi acumulando experiência em trabalho em supermercado, empresa de fertilizante, transportadora e em uma empresa de combustível, onde construiu uma perspectiva de estabilidade econômica.

A crença em dias melhores aliada à liderança levaram Palito a tornar-se microempresário e a adquirir boa condição financeira. Mas o desejo de melhorar a própria vida não bastava. Palito realizava, com familiares e amigos, projetos de solidariedade em datas como Natal e Dia das Crianças. Foi quando surgiu a proposta da candidatura à Câmara de Paulínia.

Encerrando um mandato bem avaliado, Palito assumiu novos compromissos. “O PCdoB sempre lutou pelos direitos dos cidadãos. Estamos aqui organizados e esperançosos em contribuir para o progresso de Paulínia”, concluiu Palito.


Da redação com informações da Assessoria do vereador Adilson Domingos, o Palito