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24 de setembro de 2012

Ibope: Geraldo alcança 46% e fica perto da vitória no 1º turno


Geraldo Julio (PSB) ampliou a vantagem sobre os seus concorrentes na corrida pela Prefeitura do Recife e ficou perto de vencer a disputa já no 1º turno, segundo a quinta pesquisa Ibope/TVGlobo/Folha de Pernambuco, divulgada neste domingo (23). Com 46% dos votos válidos, o candidato está a 4% mais um voto de liquidar a fatura no dia 7 de outubro. Ele abriu 17 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, Daniel Coelho (PSDB), que obteve 29%.

 geraldo e luciano
 Geraldo e Luciano Siqueira, rumao à Prefeitura do Recife
No comparativo com Humberto Costa, terceiro na pesquisa, Geraldo tem 27 pontos percentuais a mais. O petista marcou 19% dos votos válidos e foi ultrapassado pelo tucano. Mendonça Filho (DEM) foi o quarto, com 5%, 41 a menos que o líder.

Na pesquisa estimulada, Geraldo subiu seis pontos percentuais em relação ao último levantamento e lidera com folga. O socialista foi de 33%, no dia 3 de setembro, para 39%. São 15 pontos percentuais à frente de Daniel Coelho, que fechou em 24% - na última, ele tinha 15%. Em relação a Humberto Costa, Geraldo abriu 23 pontos de vantagem. O senador caiu de 25% para 16%.

Em relação a Mendonça, que foi de 8% para 4%, a distância é ainda maior: 35 pontos. Brancos e nulos registraram 9%, enquanto que 6% dos entrevistados não quiseram ou não souberam responder. Edna Costa (PPL) empatou em 1% com Esteves Jacinto (PRTB), que não é mais candidato. Jair Pedro (PSTU) e Roberto Numeriano (PCB) não foram citados.

Geraldo Julio - que tem como comanheiro de chapa Luciano Siqueira - também disparou na frente dos concorrentes na pesquisa espontânea, onde os entrevistados não têm acesso ao nome dos candidatos. Geraldo marcou 33%, 12 pontos percentuais a mais que Daniel Coelho, que computou 21%. Humberto Costa vem em seguida com 13%, 20 a menos que Geraldo. A distância para Mendonça Filho (DEM), que teve 3%, é de 30 pontos. Indecisos fecharam em 13%; brancos e nulos em 10%.

Potencial de vitória

O Ibope também aferiu o potencial de vitória dos concorrentes à prefeitura, onde, independente do seu voto, o entrevistado aponta o candidato que vencerá a disputa em sua opinião. Mais uma vez Geraldo Julio terminou na liderança. Nada menos que 65% das pessoas ouvidas acreditam que o postulante será o próximo prefeito do Recife.

Humberto Costa, que figura em terceiro na maioria dos cenários, ficou em segundo nesse, com 13%. O senador trocou de posição com Daniel Coelho, citado por 8% dos entrevistados. Já Mendonça foi apontado por apenas 1%. Ao todo, 11% não quiseram ou não souberam responder. Os demais postulantes não pontuaram.

Segundo turno

Caso a eleição vá para o segundo turno, a vitória de Geraldo é atestada pelo Ibope nos dois cenários em que o ex-secretário foi colocado. No embate contra Humberto Costa, a vantagem é maior: 30 pontos percentuais. Geraldo fechou em 57%, ante 27% do petista. Brancos e nulos foram 13%; não souberam ou não quiseram responder, 4%.

O socialista também venceria Daniel Coelho com uma folga de 14 pontos no segundo turno: 49% do socialista frente a 35% do tucano. Brancos e nulos foram 11%; não souberam ou não quiseram responder os mesmos 4%.

Com Um Novo Recife

23 de setembro de 2012

Parabéns Serra Negra.


Campanha virtual mostra as belezas das favelas de Salvador.


Considerada uma das cidades mais turísticas do Brasil, Salvador (BA) tem belezas que vão muito além do Pelourinho. Belezas que atravessam vielas, cruzam becos, sobem ladeiras e encontram a vida, as cores e as impressões de diversas comunidades que, de tão ricas em imagens, também podem ser retratadas em cartões postais. É esta a proposta dos "Postais das Periferias”, uma campanha do Grupo de Jovens Comunicadores Mídia Periférica, que busca valorizar as muitas comunidades e favelas baianas.

Mídias Periféricas
Campanha virtual mostra as belezas das favelas de Salvador
A campanha quer quebrar o paradigma de que em Salvador, só há beleza nos pontos turísticos tradicionais. 
Em entrevista à Adital, Enderson Araújo, diretor do Mídia Periférica e responsável pela campanha, explica que a iniciativa não é de incentivo, mas de valorização dos pontos positivos das comunidades, como suas ‘quebradas’ e ‘malocas’. 

"Eu e uma amiga do ‘Mídia Periférica’ queríamos criar uma campanha para valorizar as periferias, e acabou surgindo a ideia de publicar fotos das comunidades e transformá-las em Postais em nossa página do Facebook”, conta Enderson sobre como surgiu a ideia.

Para participar, qualquer pessoa pode fazer um registro fotográfico de sua comunidade e escrever um pequeno texto de, no mínimo, três linhas, contando qual a sua visão daquele local. As imagens podem ser postadas na página do grupo no Facebook, ou enviadas para o e-mail midiaperiferica@gmail.com e publicadas no blog do grupo.

A grande preocupação do Mídia Periférica em chamar a atenção para as comunidades carentes está baseada no fato de que a principal fonte de renda de Salvador está no turismo. "Quando o turista chega à capital, vai para o Pelourinho, para o Farol da Barra, só para os lugares que a mídia mostra”, relatou.

Quebrar paradigma

Para o grupo, o mais importante é quebrar o paradigma de que em Salvador, só há beleza nos pontos turísticos tradicionais e que, diferente do que os meios midiáticos exibem, a violência não é predominante nas comunidades.

"Muitas vezes, quando pessoas que moram nas periferias estão em uma entrevista de emprego e são perguntadas onde residem, por exemplo, quando dizem que moram na comunidade de Sussuarana [periferia de Salvador], são mal vistas”. 

Enderson explica que os/as moradores/as que sofrem por conta da discriminação geográfica e da marginalização de suas comunidades serão beneficiados, através da campanha, com a elevação de sua autoestima.

Para ele, o papel dos/as jovens nesse processo de valorização da periferia é essencial, pois, além de terem muita energia, são os que mais utilizam as redes sociais, mídias virtuais e alternativas. "De acordo com pesquisas recentes, redes sociais como Facebook, Twitter, e outros, são um dos meios mais eficazes para disseminar rapidamente informações e a geração de jovens é que mais utiliza essas ferramentas”, assinalou Enderson.

Mas a campanha não deve parar pelas redes sociais. De acordo com Enderson, o objetivo é apresentar a ideia às autoridades e órgãos públicos e mobilizá-los para formalizar a criação de postais das periferias. Ademais, a iniciativa busca apoio financeiro para que o acervo fotográfico seja impresso e divulgado.

"Nós [periferias] também temos os que os/a turistas apreciam: artesanato, comidas típicas, lugares bonitos. Desejamos que venham conhecer tudo isso e levar o burburinho para suas cidades e até mesmo seus países. Já está na hora de quebrar essa imagem que a periferia só tem violência e presenciar o que realmente acontece nas comunidades”, pontuou.

Fonte: Adital

SP: só com luta moradores garantem direitos em favela.


Parece um pouco Sarajevo, cidade destruída nos anos 1990 pela guerra nos Bálcãs: a diferença é que os escombros do Jardim São Francisco, na zona leste de São Paulo, não são resultado de bombardeios. Foram tratores que passaram derrubando barracos sem distinguir madeira, alvenaria ou tempo de ocupação. O cenário de guerra contrasta com as obras que avançam logo ao lado, um imenso descampado poeirento pontilhado por máquinas e operários.

O Jardim São Francisco era uma grande favela até o ano passado, mas agora está sendo urbanizado pela prefeitura. Em alguns pontos do bairro já é possível divisar pequenos prédios alaranjados, que se destacam em meio ao cinza rasteiro das moradias mais antigas – cuja situação fundiária está sendo regularizada. Música alta sai de algumas janelas, roupas secam nas sacadas. Outros edifícios estão recebendo os últimos retoques antes de serem abertos para seus primeiros moradores.

Muitos eram dali mesmo, e até então viviam em barracos: os gatos de energia que continuam emaranhados nos postes são resquícios de um passado que não deverá mais voltar. Enquanto as chaves não são distribuídas, o governo municipal oferece mensalmente um auxílio financeiro para que as famílias possam arcar com o aluguel em outra parte da cidade. É um teto provisório até terem a casa própria, cujas prestações serão suavemente quitadas ao longo da vida. Mas garantir esse direito não foi fácil.

“Temos que reconhecer que há um potente investimento nas favelas de São Paulo, principalmente nas grandes aglomerações, como Heliópolis e Paraisópolis”, admite Benedito Roberto Barbosa, advogado da União de Movimentos de Moradia (UMM). “Mas a prefeitura dá com uma mão e tira com a outra: o projeto de urbanização da favela São Francisco foi feito à custa de sangue do povo de lá. Um monte de gente despejada, projetos autoritários, sem discussão nas comunidades, com milícia para expulsar as famílias. Foi um processo de cima pra baixo.”

Direito conquistado

O Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo determina em seu artigo 76 que o poder público deve “urbanizar, requalificar e regularizar favelas, loteamentos irregulares e cortiços, visando sua integração nos diferentes bairros”. No 79, explicita que a política habitacional do município deve assegurar o direito à moradia digna e viabilizar a produção de habitações de interesse social para reverter a ocupação de espaços inadequados pela população de baixa renda.

A lei que criou o PDE, em 2002, também pontuou no mapa da cidade uma série de áreas denominadas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), que incluem favelas e loteamentos irregulares, onde o governo deveria aplicar os instrumentos jurídicos previstos na legislação urbanística para legalizar os terrenos, construir conjuntos habitacionais e oferecer aos moradores equipamentos sociais e culturais – parques, escolas, postos de saúde, bibliotecas etc.

No Jardim São Francisco, essas determinações do plano diretor começaram a ser cumpridas apenas dez anos depois de o texto ter sido votado e aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pela prefeita Marta Suplicy (PT). “Algumas famílias conseguiram ser beneficiadas, saíram de suas casas e foram pro apartamento. Outras, porém, não foram contempladas com habitação definitiva”, explica Elisabete Silvério, liderança da UMM na zona leste de São Paulo. “Mas, no começo, a prefeitura não queria dar nada pra nenhum morador.”

As obras avançam na ex-favela da zona leste

Elisabete explica que, ao saber das ameaças contra a população do Jardim São Francisco, alguns movimentos sociais começaram a organizar a comunidade. Foi uma forma de fazer com que o direito das famílias fosse respeitado, diz, e que não acabassem todos na rua. “Começamos a negociar e conseguimos que as famílias tivessem pelo menos um paliativo, que é a Parceria Social, um auxílio de R$ 300 por 30 meses. Não ajuda muito, porque mesmo na periferia um aluguel hoje custa em torno de R$ 400. Então as famílias têm que colocar dinheiro do bolso.”

Indenizações

Os escombros espalhados pelo bairro, aguardando a chegada das obras que já avançam aqui e acolá, eram antes a casa para aproximadamente 1,5 mil famílias, estima Elisabete. Desse mar de barracos, apenas dois resistem de pé. Mas por pouco tempo. A adolescente S., de 14 anos, mora num deles com a tia e o tio. Os três – ou melhor, quatro, pois a menina está grávida – terão que deixar o local antes do fim do mês, prazo dado pela prefeitura para que consigam uma casa provisória com o auxílio aluguel. Depois vão para um apartamento. “Mas não pensa que foi fácil, viu”, alerta. “Tivemos que lutar muito.”

A mesma sorte não tiveram Chésima e Lucivaldo. Pais de um filho pequeno, o casal de maranhenses ainda persiste entre quatro paredes de madeira numa paragem mais afastada do Jardim São Francisco. Já quase não têm vizinhança: hoje em volta tudo é escombro. A debandada dos vizinhos foi pra eles também o fim de um negócio. “Depois de um ano morando aqui, investi os R$ 18 mil que tinha guardado e instalei um comércio em casa”, diz a esposa. “Vendia comida, bebida, produto de limpeza.”

Mas vieram os funcionários da prefeitura e, depois, os tratores, e tudo literalmente desmoronou para o empreendimento nascente. “O prejuízo tá lá no caderno, são R$ 3.800 que ficaram devendo pra mim. A prefeitura derrubou as casas e o pessoal foi embora sem pagar”, diz o marido, que caiu em depressão após perder as parcas economias investidas na mercearia. Até agora, dez meses depois, não conseguiu outro emprego. “É uma pena, porque tava indo pra frente. Só a mesa de sinuca me garantia R$ 600 todos os meses.”

A prefeitura já se comprometeu a conceder ao casal uma bolsa aluguel de R$ 300 mensais, como fez com os outros moradores, para que possam liberar a área e permitir o início das obras de urbanização. “Mas a gente só sai quando devolverem o dinheiro que investimos”, conta Chésima. “Ou quando nos oferecerem uma casa nova”, complementa Lucivaldo. Descontentes, questionam: “O que vamos fazer da vida com R$ 300?”

As máquinas seguem remexendo a terra pelo bairro. Da janela do casal é possível ver o novíssimo parque que a prefeitura fez em cima de um antigo aterro sanitário, trocando montes de lixo e urubus por grama, brinquedos e passarinhos. Uma área de lazer dessas era impensável quando a favela dominava a paisagem. Por isso, ninguém no Jardim São Francisco é contra a urbanização. “Mas pra algumas famílias foi muito doloroso”, relativiza Elisabete Silvério, da UMM. “Eles dividiram a comunidade, tudo foi feito de uma maneira muito violenta. E o direito das pessoas só foi garantido depois de muita luta.”

Fonte: Rede Brasil Atual

Comunistas da Espanha mostram vitalidade na luta.

Nos dias, 21, 22 e 23 de setembro, o Partido Comunista da Espanha (PCE) realizou mais uma edição de sua festa nacional. Luisa Barbosa, representante do Partido Comunista do Brasil, único partido brasileiro presente, enviou especialmente ao Vermelho informações sobre este grande evento dos comunistas espanhóis.

A Festa, que aconteceu em San Fernando de Henares, na região de Madri, foi gratuita e reuniu milhares de militantes e amigos do PCE, que participaram de debates, lançamentos de livros e das noites de música.

América Latina

A América Latina foi tema de dois debates na Festa do PCE. Logo no dia de abertura da atividade, a Revolução Bolivariana da Venezuela foi objeto de discussão de especialistas e representantes da Venezuela, do PCE e da Izquierda Unida (IU).

O debate tratou do processo de transição ao socialismo em curso na Venezuela e das eleições presidenciais, que terão lugar no próximo dia 7 de outubro.

O papel da mídia espanhola e venezuelana, na distorção dos fatos e numa campanha anti-Chávez também foi tema do debate.

Segundo Angeles Diez Rodriguez, professora de Sociologia da UCM, "diversas notícias dos jornais na Espanha têm manipulado informações e negado o favoritismo de Chávez nas eleições venezuelanas. A mídia é neste momento um ator político importante que tem feito uma campanha não só contra Chávez, mas contra a soberania da Venezuela".

O debate contou com a participação de Bernardo Herrera, embaixador da Venezuela, Tahina Ojeda, do Instituto Universitário do Desenvolvimento e Cooperação da UCM, Willy Meyer, secretário de Relações Internacional da IU, e deputado no Parlamento Europeu, e Angeles Rodriguez.

No sábado foi a vez de debater a esquerda na América Latina.

O debate também contou com a participação de Willy Meyer, Angel Alzuega, do Partido Comunista de Cuba, Vítor Saareda, do Foro de São Paulo, Costas Ysichos, do Synaspismos da Grécia e Luisa Barbosa, do Partido Comunista do Brasil.

A unidade entre a América Latina e o Caribe e a integração com a esquerda europeia, dentro de uma perspectiva internacionalista, foi o ponto de convergência do debate que teve grande participação do público.

A referencia à Revolução Cubana como símbolo importante da luta anti-imperialista e progressista na América Latina e as manifestações contra o bloqueio econômico foram também muito referidas no debate. 

Segundo Willy Meyer, "a esquerda europeia se manifesta sempre muito fortemente contra o bloqueio econômico a Cuba."

O debate também apresentou a experiência latino-americana e caribenha na organização do Foro de São Paulo e sua articulação das forças progressistas de esquerda da região: "O capitalismo não se importará em sacrificar os trabalhadores, a todo tempo, por isso devemos lutar para superar esse sistema. Na América Latina estamos superando, em partes, as mazelas do capitalismo. Nesse sentido, o Foro de São Paulo, cumpre um papel fundamental" destacou orepresentante do Foro de São Paulo, Vítor Saareda.

Participação do PCdoB

O Partido Comunista do Brasil foi o único partido brasileiro a comparecer na festa dos comunistas espanhóis. Além de participar dos debates e intervir na sessão dedicada à esquerda da América Latina, o PCdoB organizou também um stand que distribuiu o jornal A Classe Operaria e vendeu livros, camisetas e a revista Princípios

Para Luisa Barbosa, do Comitê Estadual do PCdoB-RJ e do Coletivo Nacional de Pós-graduandos, a participação do PCdoB nessas atividades dos Partidos Comunistas da Europa é extremamente importante para fortalecer o internacionalismo e a unidade dos comunistas em todo o mundo: "vivemos um momento muito difícil em toda a Europa, com a crise do capitalismo. O intercâmbio com as experiências progressistas latino-americanas é um alento e um estímulo à luta do povo europeu, para a construção de uma nova realidade"

Ato central 

O ato central aconteceu na noite de sábado e contou com milhares de militantes e amigos, sobretudo jovens, de diversas regiões da Espanha.

O ato teve a presença de Julio Serién, prefeito de San Fernando; José Leon , secretário-geral da União da Juventude Comunista da Espanha, Cristina Simó, secretária da mulher do PCE, Daniel Morcillo, secretário-geral do PCE em Madri e José Luís Centella, secretário-geral do PCE.

Os jovens comunistas destacaram em todo o ato, com palavras de ordem e muita combatividade e alegria, a necessidade de mudar o modelo econômico espanhol e construir uma sociedade socialista.

Cristina Simó, secretária da mulher do PCE, destacou a situação da mulher na Espanha frente à crise, os aspectos do desemprego e a maternidade forçada à qual as mulheres espanholas estão submetidas, num cenário em que são colocadas em abandono completo pelo Estado.

José Luís Centella, na sua fala final, dedicou um momento especial para falar sobre a situação latino-americana e especificamente a luta pela libertação dos 5 heróis cubanos e a vitória de Chávez nas eleições da Venezuela.

O secretário-geral do PCE enfatizou também que ganhar a batalha contra a crise e contra o capitalismo é possível e necessário ao mundo hoje. "Nesta festa queremos mostrar a vitalidade do PCE e sobretudo nossa máxima determinação para a luta", finalizou.

Fonte Vermelho.

Parabéns Serra Negra pelos seus 184 anos.

História
Considera-se a data de fundação de Serra Negra o dia 23 de setembro de 1828. A data corresponde ao dia em que a capela localizada no terreno de Lourenço Franco de Oliveira (no atual bairro de Três Barras) passou a sediar uma paróquia. A partir de 1880, começaram a chegar imigrantes italianos para trabalhar nas plantações de café. Em 21 de abril de 1885, foi elevada à condição de município.

Estância hidromineral
Ver artigo principal: Estância turística (São Paulo). Serra Negra é um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de "estância hidromineral", termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Igreja Católica

O município pertence à Diocese de Amparo.
Possui as igrejas de Nossa Senhora do Rosário e São Francisco de Assis.

Geografia

Localiza-se a uma latitude 22º36'44" sul e a uma longitude 46º42'02" oeste, estando a uma altitude de 925 metros. Sua população estimada em 2008 era de 25 741 habitantes. Possui uma área de 203,010 km².

Hidrografia

Ribeirão de Serra Negra
Rodovias
SP-105
SP-360

Economia

Tem, como principal atividade econômica, o turismo, com uma forte e extensa rede hoteleira, seguido da agricultura e da extração de água mineral, sendo, hoje, um dos maiores produtores nacionais do produto, com onze empresas atuando.

Turismo

Desde 2006, acontece o Festival Ars Viva de Música em Serra Negra, com apresentações de música erudita em vários pontos turísticos do município: Praça Prefeito João Zelante, Auditório Mário Covas Júnior, Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário e Igreja São Benedito. Festival Ars Viva de Música em Serra Negra é um festival de música erudita do Brasil que acontece anualmente no mês de julho na cidade de Serra Negra, no estado de São Paulo. Foi criado em 2007 pelo maestro e compositor Sergio Chnee
Em 2009 ampliou o número de eventos, 27 ano todo, com orquestras de várias cidades: Aparecida, Atibaia, Campinas e São Paulo. Os eventos acontecem em pontos turísticos da cidade: Praça Prefeito João Zelante, Igreja São Benedito, Igreja Nossa Senhora do Rosário e Auditório Mário Covas. 

Entre as orquestras que se apresentaram estão: 

§ Orquestra Filarmônica Santo Amaro 
§ Banda Sinfônica Primeiro Movimento de Atibaia 
§ Orquestra PEMSA - Orquestra da Basílica de Aparecida 
§ Madrigal Cantabilis 

A realização do festival é do Governo Municipal de Serra Negra, da Secretaria do Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo e Circuito das Águas.

As garras do neoliberalismo no Panamá.


Os ideólogos neoliberais criam todo tipo de confusões. Os Estados Unidos acusam os trabalhadores imigrantes de origem mexicana, e outros latinos americanos, da recessão econômica. Os mesmos ideólogos culpam a República Popular da China, que tem trabalhadores com salários mais baixos, pela estagnação da economia norteamericana. Na Europa, algo semelhante vem ocorrendo com os neoliberais, que atribuem ao seu povo a responsabilidade pela crise.

Por Marco A. Gandasegui, para o Diálogos do Sul

Panamá
Cidade do Panamá, famosa por seu centro de compras
No Panamá, por sua vez, algo distinto acontece. O auge da economia chinesa tem impactado favoravelmente o setor de serviços marítimos do país. O Canal do Panamá e seus portos, assim como o setor bancário e de seguros, crescem a taxas muito superiores aos 10% anual. Igualmente, há um forte aumento em áreas especulativas, como o setor imobiliário, o turismo e a mineração.

Os neoliberais panamenhos (fundamentalistas) insistem em colocar que o auge alcançado nos últimos cinco anos é resultado de suas políticas engendradas durante a gestão presidencial de Pérez Ballardes (1994-1999). Foi neste período que o governo entregou quase a totalidade das empresas públicas a um pequeno grupo de investidores. E também iniciou o desmantelamento dos setores de saúde, educação e previdência social.

Os porta-vozes neoliberais que passeiam por corredores refrigerados do atual governo felicitam o presidente Martinelli pelas suas iniciativas draconianas. Entre estas, se destaca a política de reduzir a sua mínima expressão os investimentos e os serviços de saúde dirigidos à população. Em troca, o governo procura estabelecer centros hospitalares para atrair empresas estrangeiras e turistas ao seu país. Atualmente, há um projeto de privatização das fontes de água dos panamenhos. Isto é, o IDAAN (sigla para Instituto Nacional de Aqueodutos e Esgotos) terá que comprar água a preços exorbitantes de um pequeno grupo de especuladores. Sem investir um centavo, estes especuladores se apropriariam das cabeceiras dos rios, escravizando aos 3,5 milhões de habitantes do país.

Educação

Os neoliberais também celebram seus avanços no campo da educação. As instalações escolares têm sido abandonadas e os estudantes não contam com infraestrutura mínima. Estão promovendo o “rancho” escola como modalidade nas áreas rurais e, inclusive, em alguns setores urbanos. O “rancho” reúne em um salão, sob a direção de uma professora, crianças de vários níveis.

A falta de escolas e equipe não impede que as autoridades promovam novas iniciativas. Hoje, se trabalha em outro projeto legislativo para privatizar as escolas do país. O programa consiste em transformar as escolas panamenhas em um negócio. O projeto de educação “público-privado” entregaria as instalações educacionais e os educadores aos empresários para que possam lucrar com os bens públicos e com os trabalhadores da educação. Este sistema fracassou tanto no mundo subdesenvolvido (Chile) como no chamado “centro” (ver o caso da cidade de Chicago nos Estados Unidos).

Escrever a história

Os neoliberais projetam uma ampla gama de iniciativas públicas que incluem negócios e também planos ideológicos. No campo da educação conseguiram dar passos importantes para eliminar do plano de estudos todas as matérias que disputem com suas finalidades lucrativas. Seu primeiro objetivo é eliminar as matérias que ensinam os jovens a pensar (filosofia, cívica), a ter consciência de sua identidade (história) ou matérias que oferecem aos adolescentes possibilidades de projetar sua criatividade.

Os neoliberais panamenhos revelam sua verdadeira intenção ideológica quando insistem em deturpar o ensino de história. Não aceitam que os panamenhos possam levantar sua própria bandeira sobre o território nacional. Rechaçam o estudo das relações entre Panamá e Estados Unidos no século 20. Durante quase um século, o povo panamenho lutou por recuperar sua soberania sequestrada pelos Estados Unidos. O êxito desta luta é negada pelos neoliberais, que também conseguiram apagá-lo dos textos escolares e das salas de aula.

Em breve, os neoliberais poderão introduzir nos textos escolares as figuras dos presidentes norteamericanos Ronald Reagan e George Bush como pioneiros dos ajustes econômicos no Panamá. Como leituras obrigatórias serão lidos Harry Potter e Alice no País das Maravilhas. Os textos já apagaram os mártires do ato de 9 de janeiro de 1964 e as negociações encabeçadas por [Omar] Torrijos e Escobar Bethancourt para por fim a colonização da Zona do Canal com suas bases militares. Eliminarão as novelas de conteúdo social e nacionalista de Joaquín Beleño, Luna Verde e Gamboa Road Gang.

Como se explica que setores amplos da população permitam essa afronta à identidade e bem-estar dos panamenhos? A Universidade do Panamá se opõe ao que considera um “enorme erro” distorcer a história. Da mesma forma, os estudantes do Instituto Nacional e outras escolas secundárias têm protestado. O governo, a oposição política e os sindicatos patronais, no entanto, caminham lado a lado com os ideólogos neoliberais pretendendo acabar com o projeto de nação. Os neoliberais compreendem bem que se convencerem os panamenhos de que somos o que chamam de “global”, entregaremos em bandejas de prata a nossa riqueza. Com estes milhões, manipulam os deputados, juízes e, inclusive, ao próprio presidente da República e seu gabinete.

*Marco A. Gandasegui é colaborador da revista Diálogos do Sul (revista herdeira do Cadernos do Terceiro Mundo) e diretor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Humanas da Universidade do Panamá

A guerra comercial dos EUA contra o Brasil. (Economia)


Guido Mantega
Guido Mantega: a reclamação dos EUA é absurda.
A carta grosseira do representante do Comércio Exterior dos EUA, Ron Kirk, ao ministro Antonio Patriota faz ameaças ao Brasil e confirma a guerra cambial em andamento

Por José Carlos Ruy

Há uma guerra comercial dos Estados Unidos contra o Brasil, e ela ficou explícita na quinta-feira (20), quando o representante do Comércio Exterior do governo dos Estados Unidos, Ron Kirk, enviou uma carta, grosseira e ameaçadora, ao ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota, reclamando das medidas que o governo brasileiro adotou para proteger a economia (a indústria, sobretudo) contra as manobras dos EUA e dos países ricos para desvalorizar suas moedas e, indiretamente, favorecer suas próprias exportações.

Nas últimas décadas os EUA e os países ricos adotaram práticas econômicas (como a manipulação do valor de suas moedas e variações no câmbio e nas taxas de juros) cujo resultado foi “exportar”, para os países da periferia do mundo capitalista, seus próprios problemas estruturais, espalhando a crise econômica e prejudicando severamente o desenvolvimento dos países chamados emergentes.

Isso mudou e o Brasil, hoje, não aceita mais as imposições e a arrogância dos representantes de Washington, das quais a carta enviada por Ron Kirk é o exemplo mais recente.

A carta é uma resposta às medidas recentemente adotadas por Brasília, de elevar em setembro as tarifas de importação, de 12% para 25%, de uma lista de 100 produtos industrializados, e de anunciar a preparação de outra lista para outubro. Mesmo assim a nova tarifa média é bastante inferior ao teto de 35 % estipulado pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na carta, o governo dos EUA pede ao Brasil que volte atrás nessa decisão, que considera como "protecionista". Ron Kirk argumentou que as medidas "vão contra os esforços mútuos" de liberalizar o comércio no âmbito mundial, "erodem" as negociações comerciais multilaterais e prejudicariam "significativamente" as exportações dos EUA em áreas "cruciais" da sua pauta de exportações. "Os aumentos de tarifa significativamente restringem o comércio a partir dos níveis atuais e claramente representam medidas protecionistas", escreveu. 

E ameaçou: "historicamente, tais ações frequentemente levaram os parceiros comerciais a responder na mesma moeda, o que amplificaria o impacto negativo [das medidas]." E enfatizou: "Escrevo para dizer em termos fortes e claros que os Estados Unidos estão preocupados com os aumentos de tarifas definidos e propostos no Brasil e no Mercosul". 

Descontentamento de um lado, descontentamento de outro. O governo brasileiro manifestou já na quinta-feira (20) sua reação à descortesia estadunidense. Sua resposta, pública, foi uma reafirmação clara da soberania brasileira e de repúdio contra a arrogância. A carta, disse, Tovar Nunes, porta-voz do Itamarati, é "injustificável" e "inaceitável". "Não gostamos nem do conteúdo nem da forma. Consideramos injustificadas as críticas, não têm fundamento". Essa “forma de comunicação não é aceitável, não ajuda e não reflete” o “bom relacionamento" entre os dois países.

Em Londres, participando do seminário High-Growth Markets Summit 2012 (Encontro de Cúpula dos Mercados de Alto Crescimento 2012) da revista The Economist, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega respondeu à impertinência no mesmo tom, classificando a crítica estadunidense como “absurda”. Ele lembrou que as barreira alfandegárias adotadas pelo Brasil são muito menores se comparadas aos EUA, Alemanha e Reino Unido. “O Brasil está no final da fila”, disse. 

Usando dados da Global Trade Alert, mostrou que, além de medidas diretas de protecionismo, os EUA praticam o chamado “quantitative easing”. Ou seja, a maciça injeção de dólares na economia pelo banco central dos EUA (o FED), que é “uma forma indireta de protecionismo, porque desvaloriza a moeda local, reduz o valor do dólar, e um dos objetivos disso é poder aumentar as exportações norte-americanas”, acusou o ministro brasileiro.

Na contra mão das pretensões manifestadas por Ron Kirk, Mantega lembrou os recursos de que o governo brasileiro dispõe diante da terceira rodada do “quantitative easing” recentemente anunciada pelos EUA, e que o Japão também disse que vai praticar - o FED anunciou recentemente uma terceira rodada de afrouxamento monetário prometendo comprar 40 bilhões de dólares por mês em títulos hipotecários, ação cujo resultado pode ser uma redução ainda maior nas taxas de juros, com o objetivo de relançar a economia. Um dos resultados desse afrouxamento é a enxurrada de dólares no mercado mundial, desvalorizando a moeda dos EUA. 

O Brasil não vai permitir a valorização do real, disse Mantega. Contra a enxurrada de dólares promovida pelo FED e pelos bancos centrais dos países ricos, ele relacionou as medidas que o governo brasileiro pode tomar. Uma delas é a compra de dólares pelo Banco Central do Brasil. "Vamos aumentar as nossas reservas, ou vamos fazer operações no mercado de derivativos, compras no mercado futuro. Se não for suficiente, tomaremos medidas de taxação de IOF, como já fizemos no passado", em outubro de 2011, medida que foi muito criticada pelos especuladores.

O ministro não tem ilusões; para ele, a guerra cambial já está em andamento e, nesse ambiente, o governo brasileiro não vai permitir uma queda na competitividade da indústria. O governo pretende “uma indústria forte”, disse, lembrando que ainda há espaço para a queda na taxa de juros. Mantega assegurou o uso da política monetária para promover crescimento dizendo que o Brasil pode ter uma política monetária ativa pois, no país, “o crédito ainda é relativamente restrito”. 

O fundo da crise é a falência da economia mundial agravada pelo fracasso da economia dos EUA desde 2007/2008, pensa o ministro. Um dos efeitos da crise mundial é a falta de mercados para os produtos fabricados nos EUA ou em outros países ricos; em consequência, "os exportadores vêm atrás do Brasil, que é um dos poucos países que crescem” Com isso, prejudicam a indústria brasileira, afirmou Mantega, identificando as causas e os responsáveis pelas dificuldades enfrentadas pelos exportadores dos EUA e dos países ricos.

Os bancos centrais dos países ricos, e dos EUA em particular, querem desvalorizar o dólar justamente para favorecer seus exportadores. O efeito da desvalorização do dólar é prejudicial para as exportações brasileiras e favorável às importações, situação que prejudica principalmente a indústria. 

Dólar barato significa produtos estrangeiros baratos no mercado brasileiro, e produtos brasileiros caros no mercado estrangeiro.

Por exemplo, com o dólar custando 2,00 reais, um produto importado cujo custo externo seja 1,00 dólar valerá 2,00 reais no mercado brasileiro; se o dólar cair para 1,50 reais, o preço daquele produto terá aqui queda na mesma proporção, de 2,00 reais para 1,50 reais. Em relação às exportações, o Brasil fica igualmente prejudicado. Com o dólar a 2,00 reais, um produto brasileiro que custe 1,00 dólar no mercado externo renderá 2,00 reais para o exportador brasileiro. Com o dólar mais barato, a 1,50 do nosso exemplo, o mesmo produto brasileiro vendido no exterior precisará ter seu preço aumentado para 1,33 dólares para gerar os mesmo 2,00 reais que alcançava quando dólar custava mais caro. 

As dificuldades que a desvalorização do dólar agrava para a exportação de produtos brasileiros são acompanhadas também pelas perdas provocadas para a produção brasileira pela concorrência de produtos estrangeiros barateados. A história é conhecida: menos lucros, menos vendas, mais desemprego. 

A desvalorização do dólar significa, dessa forma, produção fraca e desemprego no Brasil, e fortalecimento da produção e do emprego em países como os EUA ou União Europeia. "É uma maneira de fazer protecionismo, porque ela desvaloriza a moeda local", disse Mantega. "Reduz o valor do dólar e um dos objetivos disso é poder aumentar as exportações americanas."

O sentido da guerra cambial promovida por eles é justamente este: empurrar para os chamados países emergentes a solução dos problemas que enfrentam em sua própria, e estruturalmente desajustada, economia.

Com agências

No Dia Mundial sem Carro, a praça é pública.


Em nome da fluidez do tráfego, seguidas administrações abriram mais e mais espaços para a circulação motorizada. Para que as ruas ficassem mais largas, a praça perdeu espaço e importância, e foi atropelada por viadutos e vias expressas. Hoje São Paulo tem aproximadamente 1,5 pessoa por veículo motorizado. Basta uma parcela deles – são 7 milhões – para trancar a cidade. Para escoar a frota, a resposta tem sido a mesma: mais vias, menos espaços públicos.

Mas aos poucos, grupos de moradores estão retomando os espaços públicos, que seguem abandonados pelo poder público. Em homenagem ao Dia Mundial Sem Carro (22/09), a Agência Pública foi conhecer algumas destas iniciativas. Veja o vídeo.




Fonte: Publica

Comunicação alternativa: experiências e provocações


Podem-se separar esses dois conceitos de comunicação como sendo, o primeiro, uma comunicação feita com o controle da sociedade organizada, e o segundo, como a comunicação feita numa comunidade específica. Mas, se fixarmos bem o olhar, vamos ver que é só uma divisão didática. 

Por Elaine Tavares*

Tanto uma como a outra precisa da organização comunitária. E aí é que a porca torce o rabo. Vivemos num país e — arrisco dizer – num continente, onde a participação é coisa que ainda precisa ser aprendida. Países colonizados, amordaçados, useiros e vezeiros de ditaduras militares, de governos conservadores e patriarcais. Somos uma gente muito pouco acostumada a ter espaço onde dizer a palavra. Por conta disso, estamos sempre sendo representados por pequenos grupos que, com o passar do tempo, se acham no direito de dizer o que gostamos e o que não gostamos. Democracia direta é coisa distante para nós.

Isso nos leva a questão principal que é a da comunidade. O que é isso? Como definir? O filósofo Enrique Dussel tem um conceito para comunidade que eu gosto muito. Ele diz que comunidade é o povo organizado, são as forças em ação num determinado lugar. Ora, isso nos coloca um problema, com o qual nós, que trabalhamos com a tal da comunicação comunitária, temos de lidar todo o dia.

Vou falar da minha aldeia, para que vocês possam — se for bem sucedida – aceder ao universal. Temos uma rádio comunitária no bairro onde moro em Florianópolis, o Campeche. Ela foi criada pelo movimento organizado que se formou num momento em que a comunidade foi chamada a discutir um plano diretor. Foi um tempo rico. As pessoas se juntavam, debatiam, discutiam o bairro e, depois de muita reunião, formularam uma proposta. Foi a primeira comunidade de Florianópolis a fazer isso, nos anos 80. Mas, nesse processo, quem atuou não foi o bairro todo, eram alguns. Principalmente gente de esquerda, mas também gente nem tão de esquerda, mas que queria pensar o bairro e garantir uma vida boa. Esse movimento fez nascer um jornal impresso, o Fala Campeche, que passou a ser uma voz importante no bairro, dando notícias de todo o debate do plano diretor, assim como de todos os olhares que o construíram. Essa caminhada desse povo organizado, mais tarde, acabou gestando a Rádio Comunitária Campeche.

A nossa rádio, portanto, é filha de um longo processo de organização da comunidade, de um conjunto de pessoas que, por vezes, nem está tão afinada na política, mas que se afina no desejo de coisas boas para o bairro. É uma aliança tênue e frágil que temos de refazer a toda hora. Mas, ainda assim, temos conseguido manter a rádio viva desde 1994, com programas ao vivo desde 2004. Ali têm espaço todas as forças vivas que atuam no bairro, o que garante voz inclusive a algumas com as quais nem concordamos muito. Mas, isso é a democracia e a rádio está ali para o debate.

Isso significa que, tal qual na vida mesma, a luta de classe também se faz no âmbito da comunicação comunitária. É o nosso desafio diário. Todas as mazelas da sociedade se expressam naquele espaço. A comunidade se vê retratada na rádio e ocupa o espaço. Então, temos de lidar o tempo todo com a contradição. De um lado, todos os pressupostos que garantem ser a nossa rádio um espaço democrático, livre, formador de conhecimento, fomentadora dos debates e de outro, a sempre constante presença de forças que representam o contrário. Isso significa que a peleia pelas mentes e corações é diária. Assim que fica claro o quanto esse vocábulo “comunidade” encerra de conflito, contradição e complexidade.

Comunitário e popular

Nesse sentido, a comunicação comunitária se diferencia totalmente de outras propostas de comunicação popular que se fazem sem essa tensão. É o caso de outro projeto no qual tomo parte que é a revista Pobres e Nojentas, uma revista de reportagem que busca mostrar aquilo que a mídia normal não mostra. Esse é um projeto unilateral, que existe a partir do desejo de cinco jornalistas e alguns parceiros eventuais. Nós olhamos a cidade, as comunidades de periferia, os problemas, e decidimos a pauta.

Damos espaço para quem queremos e nos damos o direito de não dar voz a quem acreditamos que não mereça. É uma revista parcial, fincada na ideia de que aquele é um espaço dos que não têm ainda onde expressar sua voz. Ainda assim é um projeto de comunicação popular porque se faz na perspectiva do mundo popular e se distribui gratuitamente nas comunidades. Da mesma forma pode-se falar do blog “Palavras Insurgentes”, mantido por mim na rede mundial de computadores. Faço ali comunicação popular porque o mundo que retrato é o mundo popular. Mas, a edição, coordeno eu. Eu decido os temas, eu escrevo, faço minha análise, expresso minha opinião. E, ainda que seja um jornalismo feito desde abajo, ele depende só de mim.

Por isso que fazer comunicação comunitária é um desafio mais instigante. Porque nessa proposta estamos em grupo, fazendo coisas em perpétuo negociar. E isso não é coisa fácil. Porque fazer comunicação nas e para as comunidades é possível com uma só mão. Barbada, desde que tenhamos a convicção política e os meios de produção. Mas, fazer comunicação com as comunidades exige o descarte completo do ego, das certezas, e da intolerância.

Dou um exemplo com o qual nos deparamos todos os dias na rádio comunitária. Nossa rádio nasceu com o firme propósito de formar conhecimento, fugir dos temas impostos pela indústria cultural, debater os problemas locais. Mas, como agir com o associado que quer ouvir na rádio a música que é sucesso nacional, ainda que alavancada pela indústria? Como propor à comunidade um gosto que é de um grupo em particular? Essas são questões que estão sempre em pauta, discutidas à exaustão. Porque ser comunitária pressupõe estar em diálogo, e não servindo como correia de transmissão de um pensamento particular. É claro que, nesse caso, o debate se faz ao vivo, com o ouvinte participando e tendo a chance de se contrapor.

Outro elemento da comunicação comunitária que é bem contraditório é a legalização. Hoje, em Santa Catarina temos mais de cem rádios comunitárias legalizadas. E, conforme um trabalho de pesquisa da jornalista Terezinha Silva, pouquíssimas desse grupo poderiam de fato ser chamadas de comunitárias. No mais das vezes são rádios religiosas ou comerciais mesmo, na maior cara dura. Algumas delas, inclusive, extrapolando seu espaço de abrangência e adentrando no espaço da outra. Como é o caso de uma 98.3, exatamente a mesma frequência que a Rádio Campeche, que tem sede em São José e pode ser ouvida no Campeche.

A legalização, ao mesmo tempo em que deu certa segurança para quem faz a comunicação, colocou a proposta numa camisa de força. São tantas as regras que boa parte da tesão que há em fazer comunicação comunitária se esvai. Muitas vezes, as propostas comunitárias tem uma dinâmica própria que acabam tendo de se enquadrar numa lei fria e isso afasta muita gente.

Outro elemento perturbador no mundo da comunicação comunitária é a febre dos gestores. Como o governo Lula inaugurou uma interessante lógica de financiamento de propostas populares – via os pontos de cultura – muitas das pessoas que antes faziam comunicação como uma ação política na busca pela transformação começaram a se transformar num monstro informe chamado “gestor cultural”. Isso gerou a criação exponencial de pequenas ONGs que vão se formando com duas ou três pessoas, e essas criaturas vão se fazendo gerentes de projeto, passando a administrar os recursos públicos como quem administra uma empresa. A ponto de o objeto em si da coisa – que é fazer rádio, fazer teatro, fazer cultura – passar a ser apenas um adereço, um detalhe, quando não um atrapalho, ficando a ação principal enredada no “gerir o projeto”. Penso que aqui reside um nó górdio, que precisa de muito debate.

De certa forma, sou muito cética quanto a esse chamado avanço da comunicação comunitária no Brasil. Porque há muito que avançar em termos estruturais para que a comunicação comunitária possa de fato cumprir seu papel com mais eficácia. Por enquanto, eu penso que somos apenas resistência, e muito pouco eficaz às vezes. É uma coisa importante, mas precisa dar um salto de qualidade.

Durante os debates da Conferência Nacional de Comunicação, a gente tentou fazer a discussão num outro nível, mas não tivemos eco. Seguiu hegemônica a ideia capitaneada pelo Fórum Nacional de Democratização das Comunicações, que é a proposta de democratização. Ora, democratizar a comunicação pressupõe melhorar o que aí está. E, penso que esse modelo não deve ser remendado. Ele é ruim. Precisa de um outro, novo. Claro, conspiro da proposta de Rosa de Luxemburgo de que é preciso fazer reforma e revolução, tudo junto ao mesmo tempo. E é por isso que não consigo trabalhar só com a ideia de democratização. Há que democratizar o que for possível nesse modelo, é certo. Mas, ao mesmo tempo, temos de abrir cunhas para a construção de outro modelo. Soberania comunicacional. Ou seja, a comunicação de fato na mão do povo, com todas as idiossincrasias que isso pode provocar. Por isso a experiência comunitária é tão rica, porque ali já estamos exercitando esse fazer. A soberania popular pressupõe o embate permanente dentro da comunidade, a luta de classe, viva, também no campo comunicacional.



Formar redes e tomar o poder

A república bolivariana da Venezuela foi o primeiro país da América do Sul a pensar um novo modelo de comunicação. Durante anos o governo bolivariano conversou com as forças vivas do país e conseguiu, em 2009, constituir uma lei – chamada Lei Resorte (lei de responsabilidade social em radio e televisão) – que deu nova cara para o jeito de fazer comunicação. Aqui no Brasil segue olimpicamente ignorada. Pois a lei venezuelana dá condições concretas para que a comunicação comunitária se faça, e mais do que isso, garante espaço de difusão a tudo o que é produzido nas mais remotas regiões do país. Emissoras privadas precisam ter até 70% de programação local, e foram criadas várias emissoras de rádio e TV estatais e públicas. Ou seja, houve uma mudança estrutural (revolução) e não apenas remendo (reforma). Ali, a democratização da comunicação não significa um pouquinho mais de negros, um pouquinho mais de índios, um pouquinho mais de homossexuais no rádio e na TV. Ali está em curso um processo de soberania comunicacional. Mudança, transformação.

É fato que esse processo não se dá de maneira isolada. O país também vem atuando de outra forma no embate da colonização mental que sempre tomou contra de nuestra América. Assim que a soberania comunicacional só pode ser possível no Brasil se houver outro Brasil também. Isso, por si só já nos demarca a titânica tarefa que temos.

Nesse sentido, nós, comunicadores comunitários e populares precisamos atuar para garantir mais eficácia no nosso fazer. Isso talvez só seja possível formando redes, potencializando nossos escritos e produções de vídeo e rádio. Em Santa Catarina, estamos tentando. Criamos em 2010 a Rede Popular Catarinense de Comunicação que reúne rádios comunitárias, agências de informação, blogs, jornais eletrônicos e impressos. A ideia é que cada parceiro reproduza a informação do outro, fazendo com que um fato que seria conhecido apenas no bairro ou na comunidade, possa se expandir para além de suas fronteiras. Nessa experiência vamos capengando e acertando. Por vezes, alguns veículos ficam em dificuldade, não conseguem criar informação própria, mas a coisa vai indo. Um ajuda o outro, fazemos oficinas, cursos, encontros. Vamos caminhando, porque já compreendemos que sozinhos não temos eficácia, ficamos presos no gueto.

Mas, ainda assim, isso não é suficiente. Nossas redes são pequenas, regionalizadas. Como combater com esses poucos “soldados” a força de uma informação divulgada num Jornal Nacional, ou num Jornal da Record? Essas chegam a todo território nacional, em cada cantinho desse país, massivamente.

Então, nossa meta maior precisa ser aquela que o velho Brizola tanto insistiu: temos de tomar esses meios. Eles precisam estar nas mãos populares. E essa não é uma tarefa fácil. Mas, precisa estar no nosso horizonte. Nenhuma comunicação comunitária ou popular, por melhor que seja, pode prescindir desse alcance nacional, dessa penetração de massa. O espectro é público, é nosso e temos de tomá-lo. Como vamos fazer isso é o que temos de conspirar nesses encontros que fazemos pelos cantões do Brasil, sob pena de vivermos eternamente na resistência. Basta de resistir. É hora de avançar. A luta pela soberania comunicacional é a luta classista por outro Brasil. Isso significa que as pessoas que fazem a luta pela democratização das comunicações, ou pela expansão da comunicação comunitária popular precisam também fazer a luta geral, pela mudança e pela transformação radical. Caso isso não seja feito seguiremos dando remédio para o monstro… E isso, só interessa à classe dominante.

*Elaine Tavares é jornalista.

Fonte: Palavras Insurgentes

12 de setembro de 2012

Renato Rabelo: Um acerto de Dilma e o “Custo Brasil”.

Novamente o governo acerta e demonstra coerência com seu discurso de ampla resistência, a partir da pujança de nosso mercado interno, à crise financeira internacional. É neste sentido que se deve enquadrar a rotina de queda da taxa de juros, dos pacotes indutores de consumo e a atual – e significativa – redução das tarifas de energia elétrica.

Por Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB

Na média trata-se de uma redução de 20%, sendo que para a esfera da produção é de 28%. Esta medida não se encerra em si. A pauta da competitividade de nossa indústria ganhou amplo espaço desde o momento em que os Estados Unidos imputaram ao mundo uma guerra cambial, de caráter quase selvagem. Pode-se discutir sobre a velocidade e o tempo com que as medidas de defesa de nossa indústria têm ocorrido. Mas o fato é que o governo tem reagido em concordância com uma correlação de forças objetiva.

Produtividade e competitividade, em economia, são como um binômio. Aí está o alcance estratégico da redução das tarifas de energia elétrica. Sem energia elétrica barata e acessível é impossível o aumento da produtividade do trabalho e do consumo do povo. Sem produtividade do trabalho não existe competitividade. E a produtividade do trabalho e a competitividade industrial somente são possíveis nos marcos do aumento da taxa de investimentos com relação ao PIB. 

Neste sentido é bom demarcarmos fronteira com a essência reacionária de determinados discursos sobre o chamado “Custo Brasil”. Não são os encargos trabalhistas ou direitos sociais conquistados que travam o desenvolvimento de nosso país. Ao contrário, são esses direitos que mantêm alguma capacidade de consumo. O problema é de outra natureza. É de aumentos dos investimentos via aumento de crédito e redução da carga fiscal sobre a produção. E é isso o que Dilma tem feito.

Economia em resistência, projeção de crescimento mais robusto para o próximo ano. O processo deve ser tomado em seu conjunto. No conjunto existem dois processos em marcha: o do enfrentamento gradual dos problemas que envolvem nossa economia, e o do acúmulo político de forças em torno de um claro discurso desenvolvimentista. 

O epílogo desta luta ainda não está dado. A macroeconomia é determinante, logo, a taxa de juros precisa cair mais, o câmbio necessita caminhar a patamares mais coerentes com o nosso desenvolvimento e o fluxo de capitais externos precisa de algum controle. A racionalidade demanda compreender a complexidade de nosso país, onde as transformações são consequência de intensa luta política e que cada vez mais as transformações qualitativas dependem de ampla participação popular. É com este prisma que saúdo, mais uma vez, a disposição do governo com mais esta medida de caráter essencial. Desenvolvimento e energia elétrica são quase a mesma coisa. Acabou o tempo da vergonha nacional do "apagão". 

Fonte Vermelho.

3 de setembro de 2012

Ponto eletrônico para micro e pequenas empresas entra em vigor nesta segunda

Foram cinco adiamentos até que a medida passasse finalmente a valer.
Entra em vigor nesta segunda-feira (3) a portaria do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) que obriga as micro e pequenas empresas a instituir o ponto eletrônico em suas unidades. Segundo estimativa do Sebrae/Dieese, existem cerca de 6 milhões de micro e pequenas ativas no Brasil.

Empresas com até dez empregados estão isentas de implementar o sistema. As com mais de dez empregados poderão escolher entre o ponto manual e o mecânico.
Nos primeiros noventa dias após o início da obrigatoriedade, a fiscalização será orientativa, com o objetivo de indicar lacunas e falhas no sistema implementado.

O MTE informou que o preço médio do aparelho é de R$ 2.850 e que existem 66 modelos registrados no ministério.

Essa é a terceira e última etapa de implantação do novo ponto, que começou em 2 de abril deste ano. Nesse dia, a medida passou a vigorar para empresas do varejo, da indústria e do setor de serviços. Em 1º de junho, foi a vez das empresas dos setores agrícola e agropecuário.

COMO FUNCIONA

De acordo com a norma, o trabalhador deve receber um comprovante após a marcação, mas ficará a seu critério guardá-lo ou não.

O ministério diz que o objetivo do comprovante impresso é "dar segurança a trabalhadores e empregadores ao implementar meios mais eficazes e confiáveis de controle da jornada" e "inibir a prática de excesso de jornada", pois "os horários das marcações ficarão registrados no sistema sem que possam ser excluídos".

No ano passado, 3.045 fiscais aplicaram 17.657 autos de infração em relação ao tema jornada de trabalho --nenhum lavrado por causa de fraudes em relógios de ponto, segundo o ministério.

GOVERNO VS. EMPRESAS

Foram cinco adiamentos até que a medida passasse finalmente a valer. A portaria 1.510, que instaurou a obrigatoriedade do ponto eletrônico, foi editada em agosto de 2009.

Empresários, advogados e representantes do governo travaram disputa jurídica pela implementação do novo registro por quase três anos.

A justificativa do governo federal para a adoção do novo sistema foi a de evitar fraudes na marcação da jornada. As empresas reclamavam que haveria mais burocracia, mais custos e mais transtornos nas relações trabalhistas.

Fonte: Folha de S.Paulo

TRE registra 272 processos da região de Campinas relacionados à eleição


Paulínia tem o maior número de recursos, com 133 até este domingo. Irregularidades em propagandas é um dos itens mais recorrentes. 
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) gerou, até este domingo (2), 272 processos relacionados à eleição no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), segundo dados disponibilizados pelo órgão na internet. A maioria dos casos refere-se a recursos sobre irregularidades em propagandas ou no registro de candidatura. A cidade de Paulínia é a "campeã", com 133, número superior ao de Campinas e até da capital.

No dia 23 de agosto, quando encerrava o prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral para julgamento de todos os recursos de registro de candidatura nos tribunais regionais, o TRE-SP admitiu que não cumpriria o calendário por conta do alto volume de processos na casa. Na ocasião, o órgão informou que, até o dia 22 de agosto, corriam na corte 2.127 recursos e 917 haviam sido julgados.

Paulínia

O volume de recursos relacionados a candidatos de Paulínia chama a atenção quando comparado com outras cidades com número maior de candidatos e eleitores. Em Campinas, por exemplo, cidade que tem quase três vezes mais candidatos, o número de recursos tramitando até agora no TRE é 45. Se comparado, inclusive, com a capital paulista, o município supera em volume de recurso, já que São Paulo gerou até agora 78 processos ao tribunal.

O número reflete o clima quente da campanha eleitoral deste ano em Paulínia. Em pouco mais de um mês de campanha, a disputa local já teve candidato a prefeito afastado de partido por acusações de pedofilia, anúncio de renúncia de candidatura e candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa.

Em contrapartida a Paulínia, as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) com menos recursos tramitando no TRE-SP são: Cosmópolis (1); Engenheiro Coelho (2); Holambra (2); e Santa Bárbara d’Oeste (2). Veja o quadro abaixo com os demais municípios que compõem a RMC.

Cidade/Recursos

Paulínia 
133

Campinas 
45

Sumaré
18

Hortolândia 
11

Itatiba 
10

Valinhos 
9

Pedreira 
8

Americana 
5

Jaguariúna 
5

Monte Mor
5

Artur Nogueira 
4

Indaiatuba 
4

Nova Odessa 
4

Vinhedo
4

Engenheiro Coelho 
4

Holambra 
4

Santa Bárbara 
2

Cosmópolis 
1

Total  272

Fonte: G1 Campinas e Região