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27 de janeiro de 2013

TRAGÉDIA CANCELA FESTA DOS 500 DIAS PARA A COPA DE 2014

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Megaevento que estava programado para acontecer em Brasília, nesta segunda, foi cancelado pelo governador Agnelo Queiroz, em razão do luto nacional decorrente do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS). Fifa expressa confiança na capacidade do Brasil organizar grandes eventos e montar planos de segurança; crise pode ganhar escala internacional

Brasília247 - A tragédia que causou morte de 248 pessoas (o número foi revisado após a confirmação de mortes em hospitais) em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, resultou no cancelamento da agenda que marcaria a contagem regressiva de 500 dias para a Copa de 2014. A medida foi divulgada no site do Governo do Distrito Federal, um dos responsáveis por organizar a festa, e expõe a ligação óbvia que um acontecimento como esse pode ter para a imagem do próximo país a sediar a Copa do Mundo.

"Em pesar pela tragédia ocorrida em Santa Maria, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, consternado, determinou o cancelamento do evento, do qual seria o anfitrião e que se realizaria nesta segunda-feira (28), no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha", registra o site do governo.

A morte de mais de 200 pessoas por evidentes falhas estruturais na Boate Kiss, em Santa Maria, levou a Fifa a se manifestar garantindo ter plena confiança na competência das autoridades brasileiras. "A Fifa tem total confiança nos planos de segurança do COL [Comitê Organizador Local] e das autoridades locais", informou a entidade. "Muito triste por saber da tragédia no sul do Brasil. Minhas condolências às famílias das vítimas", escreveu o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, que está em viagem por Fortaleza, Brasília, Salvador e Rio de Janeiro.

Como notou a emissora americana NBC, a agência de notícias Reuters destacou que os "padrões de segurança e capacidade de emergência estão abaixo das críticas enquanto o país se prepara para receber a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016".

Cancelado

O evento cancelado era uma parceria entre o governo local, o Ministério do Esporte, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) e o Comitê Organizador Local. A festa para 50 operários da obra teria a presença de representantes das entidades organizadoras – entre eles os ex-jogadores Ronaldo e Bebeto – e do grupo de percussão Patubatê. Também estava programado o lançamento do poster oficial da Copa do Mundo 2014.

Apesar do cancelamento da festa, uma vistoria no estádio foi mantida para as 11h. Com 87% da execução finalizada, o Mané Garrincha sediará o jogo inaugural da Copa das Confederações, em 15 de junho, além de sete jogos do Mundial de 2014.

Com Agência Brasil

20 de janeiro de 2013

PINHEIRINHO: UM ANO DEPOIS, MORADORES NÃO TÊM TETO

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A dois dias da passagem de um ano da violenta ação de reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), conduzida pela Polícia Militar, 8 mil pessoas continuam sem ter onde morar; documentário pretende mostrar a realidade dessas famílias; até agora, o governo de São Paulo ainda não apresentou uma solução

247 - A manhã da próxima terça-feira, 22 de janeiro, será lembrada por 1,5 mil famílias como um dia de luto. Fortemente armados, 2 mil policiais militares retiraram, à força, 8 mil moradores que ali viviam desde 2004, numa das mais violentas ações de reintegração de posse já realizadas no País. Para marcar a data, movimentos sociais preparam documentários para mostrar a realidade das famílias (confira aqui). 

Além disso, reportagens demonstram que, um ano depois, as famílias continuam sem ter onde morar. O terreno do Pinheirinho pertence à empresa Selecta, do investidor Naji Nahas, e dará origem a um dos mais luxuosos empreendimentos imobiliários do País. 

Confira, abaixo, trecho de reportagem do Estado de S. Paulo:

Pinheirinho: após 1 ano, ninguém ainda tem casa

Área no interior onde viviam 8 mil pessoas e ocorreu uma das maiores ações de reintegração de posse do País hoje só tem mato, cercas e vigias

WILLIAM CARDOSO - O Estado de S.Paulo

Há um ano, o Pinheirinho - terreno de 1,3 milhão de metros quadrados em São José dos Campos - foi palco de uma das maiores ações de reintegração de posse do País. Mais de 2 mil policiais militares retiraram da área 8 mil pessoas que viviam ali desde 2004. Não houve tempo de reação e o "exército" que havia se armado de porretes, caneleiras de PVC e capacetes de moto foi surpreendido pelo Choque.

Hoje, a área tem apenas mato, cercas e seguranças privados espalhados para evitar uma nova invasão - a calçada do lado de fora virou uma minicracolândia. O terreno foi devolvido à massa falida da empresa Selecta, do investidor Naji Nahas, como ordenou a juíza Márcia Faria Mathey Loureiro.

A manhã de 22 de janeiro de 2012 mudou a vida de 1.500 famílias. Entre elas, a do cabeleireiro Jaime Rocha do Prado, de 62 anos, ex-coordenador da capela que havia no local. Sem casa e sem emprego - ele perdeu o salão dentro Pinheirinho -, Prado dormiu com a mulher e os filhos no chão da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que recebeu parte dos desabrigados. E ainda sofre com as lembranças. "Muitas pessoas tiveram crises de ansiedade e depressão. Eu mesmo engordei 10 quilos."

Correr e cair em meio às bombas e balas de borracha, com a barriga de 6 meses de gravidez, foi só o prenúncio das dificuldades que a camareira Charlene da Silva, de 29 anos, e as duas filhas enfrentariam. "Dormia no meio de pombas mortas, gente usando droga. Quase perdi meu bebê", diz. Após passar por várias casas, ela hoje mora em dois cômodos cheios de umidade, por R$ 400 ao mês. "Minha filha recém-nascida vive doente."

E artigo de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania:

O massacre do Pinheirinho

No próximo dia 22 de janeiro fará um ano que os governos tucanos de São José dos Campos e do Estado de São Paulo, aliados a um setor do Judiciário paulista e a grupos econômicos de propriedade de notórios corruptos, perpetraram um crime de lesa-humanidade: o Massacre do Pinheirinho, o qual, tanto tempo depois, continua impune.

Naquela manhã de domingo, após semanas tensas de ameaças de invasão pela polícia militar, a tragédia se materializou. Milhares de policiais, munidos de armamento pesado, blindados, helicópteros, enfim, de um aparato de guerra, invadiram residências e, sob bombas, tiros e agressões físicas expulsaram famílias inteiras sem permitirem que sequer pegassem seus objetos pessoais.

O saldo daquela desgraça ordenada por governantes do PSDB eleitos para trabalharem pela população, além das milhares de famílias que perderam tudo, foi ao menos uma morte e dezenas de feridos.

Apesar de denúncias da população do Pinheirinho de que teriam ocorrido várias mortes por ação da polícia militar, apenas uma dessas mortes foi comprovada. O aposentado Ivo Teles dos Santos, de 70 anos, revoltou-se com a invasão e começou a protestar, sendo, em seguida, espancado por policiais militares.

Após o espancamento, Teles desapareceu. Semanas depois, foi localizado por sua família no hospital municipal Dr. José Carvalho de Florence, em São José dos Campos. O idoso deu entrada no hospital no dia 22 de janeiro, horas depois do massacre.

Teles ficou internado, em coma, até 22 de março, quando sua filha, Ivanilda Jesus dos Santos, chegou da Bahia para retirá-lo. Até a morte, diz Ivanilda, o aposentado permaneceu em estado vegetativo, sem se movimentar nem responder a qualquer estímulo, por conta dos ferimentos causados pela polícia.

Em 9 de abril, Teles faleceu de falência múltipla de órgãos.

Na semana seguinte ao massacre, este blogueiro foi a São José dos Campos pela primeira vez, integrando força-tarefa do Condepe que tomaria os depoimentos de uma população que, além das casas, perdeu móveis, roupas, dinheiro, veículos, tudo roubado ou destruído pelos invasores.

A força-tarefa foi integrada, essencialmente, por jornalistas e advogados, destacados para ouvir e registrar, em ata, as denúncias da população atingida, a fim de encaminhar tudo ao Ministério Público.

Voltei pela segunda vez na semana posterior, mas menos para tomar depoimentos do que para investigar as denúncias de assassinatos. Conversei com várias pessoas que testemunharam assassinatos, mas que, temendo represálias da polícia, não aceitaram depor, de forma que o único assassinato confirmado foi o do aposentado Ivo Teles dos Santos.

Hoje, próximo ao primeiro aniversário do massacre, a sociedade brasileira pode ao menos comemorar o fato de que, se a Justiça não reparou o crime cujo principal responsável foi o então prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), o povo joseense fez tal reparação.

Nas eleições municipais do ano passado, o eleitorado daquela cidade puniu aquele crime de lesa-humanidade, cometido principalmente pelo PSDB, elegendo o candidato do PT Carlinhos Almeida no primeiro turno com 50,99% dos votos válidos, contra Alexandre Blanco (PSDB), que teve 43,15%.

Apesar de a maioria dos cidadãos de São José dos Campos ter se revoltado com os crimes cometidos pela polícia militar durante a desocupação do Pinheirinho, crimes como o estupro de moças de uma das casas invadidas, de ao menos um assassinato comprovado e de roubo de bens dos moradores da área “desocupada”, até hoje ninguém foi punido.

Próximo de completar um ano daquela barbárie, o Blog da Cidadania vem exortar autoridades e cidadãos a não se conformarem com aqueles crimes hediondos, pois esbofeteiam o próprio Estado Democrático de Direito, sendo insuficiente, para fazer justiça, a defenestração política do PSDB de São José dos Campos.



13 de janeiro de 2013

EXCLUSIVO: CACHOEIRA FALA AO 247 E DETONA TUCANO

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Chamado de bandido pelo ex-senador e agora ex-amigo Ataídes Oliveira (PSDB-TO), contraventor nega ter usado jatinho do político na lua-de-mel e diz com exclusividade ao 247, na sua primeira entrevista, que o suplente tucano é um “homem bosta” e um "delinquente moral"; Cachoeira afirmou ainda estar muito feliz com seu casamento com Andressa Mendonça, disse que não é corrupto porque não é político e avisou que ainda não decidiu se e quando falará sobre sua relação com a Delta, com políticos e com jornalistas

Goiás247_ O contraventor Carlinhos Cachoeira disse com exclusividade ao Goiás247 que o suplente de senador Ataides Oliveira (PSDB-TO) é um “delinquente moral” e um “homem bosta”. Os ataques de Cachoeira são uma resposta às declarações de Ataides ao Brasil247de que não gosta de bandido. O suplente negou ter emprestado seu jatinho para levar Cachoeira e sua mulher, Andressa Mendonça, para a lua de mel em um resort de luxo em Taipús de Fora, na praia da Península de Maraú, na Bahia.

"Cachoeira já usou minha aeronave. Mas, depois que descobri que ele era bandido, não emprestei mais. Não gosto de bandido", declarou Ataídes, que é suplente do senador João Ribeiro (PR-TO).

Irado com as declarações de Ataides, Cachoeira falou ao Goiás247 no início da tarde, logo após deixar um culto numa igreja evangélica de Goiânia (ele converteu-se recentemente ao protestantismo).

Primeiro, o contraventor fez questão de esclarecer que não usou avião "de ninguém" para a viagem de lua de mel. “Fui de voo de carreira pela Gol, Brasília–Salvador, e depois voltei, Salvador–Brasília”.

Depois, descarregou contra o antigo companheiro, a quem considerava amigo: "É um delinquente moral. Ele sabe o que passei. Sabe da luta da minha mãe para criar os 13 filhos”. A mãe de Cachoeira morreu no ano passado quando ele estava preso na Papuda, em Brasília.

Os ataques do contraventor a Ataides continuaram. “Como a gente costuma falar em Goiás, vou usar uma gíria. Ele é um HB, que é um ‘homem bosta’”, disparou. “Este tipo de análise que ele fez mostra a deformação da personalidade humana”, concluiu.

Carreirista

Carlinhos Cachoeira ainda ironizou a carreira política do seu mais novo desafeto. “Ele é suplente e está tentando ganhar o mandato de qualquer jeito. Ele quer aparecer. Ele não tem projeto político algum. E o Tocantins é o Estado que mais carece de bons políticos”, analisou Cachoeira. “Me surpreendeu essa conversa dele”, disse.

Saúde

Cachoeira também disse à reportagem do Goiás247 que está bem de saúde. “Estou me recuperando, fazendo exames”. Mostrando tranquilidade, ele lembrou o tempo em que passou internado no Hospital Neurológico de Goiânia. “É bom lembrar que quando estive lá era com meu dinheiro. Eu não sou corrupto, até porque não sou político. Não sou agente público”, disse.

Casamento

Ao falar do casamento, Cachoeira foi sucinto, mas não conseguiu conter a felicidade. “Está tudo bem pois eu estou com a minha amada”.

Entrevista

Carlinhos Cachoeira não quis adiantar se vai mesmo dar uma entrevista coletiva e oferecer maiores esclarecimentos sobre sua relação com políticos, personalidades e a construtora Delta, como já ameaçou por duas vezes. 

Fonte Brasil247

6 de janeiro de 2013

COMUNIDADES RESISTEM À TRATORAGEM DA COPA

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Nas cidades-sede do Mundial de 2014, avanço na construção de estádios chega à fase de grandes desapropriações; em Fortaleza, moradores foram deslocados 30 quilômetros; em São Paulo e Rio, planos urbanísticos alternativos tentam evitar remoções; organização das comunidades impressiona imprensa internacional

247 – A Copa de 2014 está mexendo nas regiões próximas aos estádios que vão sendo construídos nas cidades-sede. Uma situação que está despertando resistência organizada por moradores, que vai impressionando a midia estrangeira, apesar da pouca repercussão no Brasil.

Abaixo, notícia da Agência Brasil:

Camila Maciel_Repórter da Agência Brasil, São Paulo - Grandes obras de infraestrutura estão mudando o cenário urbano das 12 cidades brasileiras que vão sediar os jogos da Copa do Mundo de Futebol em 2014. O modo como essas intervenções estão sendo feitas têm mobilizado movimentos populares, que apontam violações a direitos fundamentais das comunidades impactadas pelas obras. A Agência Brasil conversou com representantes dos comitês populares da Copa – coletivos que estão articulados nacionalmente para cobrar dos governos a adequação das obras ao que determina a legislação do país, a exemplo do Estatuto das Cidades.

Cada cidade, no entanto, revela especificidades no seu processo de organização, assim como as soluções resultantes das reivindicações. No Nordeste, a cidade de Fortaleza é exemplo da resistência das comunidades afetadas pelas obras. Organizações populares da região criticam a forma apressada como as negociações são feitas com as famílias em nome dos prazos a serem cumpridos para o evento.

No sul do país, o Comitê de Porto Alegre dedicou-se a identificar terrenos próximos às casas desapropriadas para evitar grandes deslocamentos das famílias. No Sudeste, os comitês de São Paulo e Rio de Janeiro elaboraram planos urbanísticos alternativos com a participação dos próprios moradores para evitar a remoção.

PROBLEMAS EM FORTALEZA - A resistência de pelo menos 22 comunidades impactadas pelas obras do ramal metroferroviário operado por Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Fortaleza, alterou o cronograma de execução de uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo na cidade.

Segundo a pesquisadora do Observatório das Metrópoles, Valéria Pinheiro, que integra o Comitê Popular da Copa de Fortaleza, "há um grande atraso nas obras do VLT, que pode levar à inviabilização do projeto ou mudança no seu desenho”.

Segundo ela, o atraso decorre da recusa das famílias que se encontram no trajeto da obra em realizar seus cadastros e ceder informações ao Poder Público.

A obra da linha de VLT Parangaba-Mucuripe, na capital cearense, vai ligar a zona hoteleira à área do Estádio Castelão, onde vão ocorrer os jogos.

"Há muitos boatos circulando nas comunidades. Há valores discrepantes, há a desconsideração do direito de posse das pessoas: nada isso é considerado nas alternativas apresentadas", avalia a pesquisadora.

Segundo o governo do Ceará, cerca de 2.140 famílias terão seus imóveis atingidos total ou parcialmente pela obra do VLT. O número de unidades impactadas, no entanto, foi reduzido com a reformulação de parte do projeto, como no trecho entre as avenidas Borges de Melo e Aguanambi. Na avaliação do comitê popular local, a alteração é considerada uma vitória, tendo em vista que poupou o deslocamento das comunidades Aldacir Barbosa, Lauro Vieira Chaves e João XXIII da lista de remoção.

O governo estadual informou ainda que, além de indenizações, estão sendo oferecidas casas do Programa Minha Casa, Minha Vida para as famílias. O conjunto habitacional, que deve ficar pronto em 2013, contará com infraestrutura viária, de saúde e de lazer, de acordo com o órgão.

As obras foram iniciadas nos trechos em que não são necessárias remoções, enquanto os demais aguardam que seja definida a realocação das famílias atingidas. Apesar dos impasses quanto às desapropriações, o governo espera entregar a obra em dezembro de 2013.

BOM EXEMPLO EM CUIABÁ - O deslocamento de comunidades em decorrência das obras para a Copa do Mundo 2014 terão um menor impacto em Mato Grosso. Em Cuiabá, as remoções na obra da Avenida Parque do Barbado foram reduzidas em quase 100%, de acordo com o comitê local.

"Logo no esboço do projeto baixou-se esse número de mil famílias para algo em torno de 500. E o que se fala hoje é que cerca de 100 famílias seriam removidas. Os próprios moradores que vão ser removidos perceberam que a mudança é melhor, porque eles estavam em situação de risco", relata o sociólogo Inácio José Werner, integrante do comitê cuiabano.

Apesar de essa obra não estar na Matriz de Responsabilidade da Copa de Cuiabá, os comitês populares avaliam que obras de grande impacto social estão sendo feitas também visando a Copa do Mundo e por isso precisam ser acompanhadas pelas mesmas organizações.

A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), do governo do estado do Mato Grosso, informou que as obras da Avenida Parque do Barbado foram divididas em dois lotes, sendo que o primeiro, a ser iniciado em fevereiro de 2013, não precisará de desapropriações. Segundo nota da assessoria de imprensa do órgão, o segundo lote de obras está sendo acompanhado pelo Ministério Público Estadual devido ao grande impacto social que provocará. O trecho só será iniciado após definição da situação das famílias.

O integrante do comitê cuiabano considera positivo o fato de que obras sejam feitas de forma fragmentada, pois há mais tranquilidade para as negociações em torno das remoções das famílias atingidas.

"ESTADO DE EXCEÇÃO" - O professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Vainer, avalia que a flexibilização que vem sendo operada nas leis brasileiras para atender os compromissos firmados com os organizadores internacionais dos eventos podem provocar graves impactos no ordenamento jurídico e social do país.

"Vivemos hoje um estado de exceção [em decorrência da aproximação da Copa do Mundo e das Olimpíadas]", disse o professor do Ippur, Carlos Vainer.

"A legislação brasileira não vige para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas. Mas, com a aproximação dos jogos, funciona como se tudo fosse legitimado", declarou o pesquisador. Ele cita, como exemplo de situações que caracterizam uma exceção no andamento das obras do país, o estabelecimento do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), novos regimes fiscais de isenção, suspensão de artigos do Estatuto do Torcedor, criação de termos jurídicos com novas penalidades, como o marketing de emboscada, e liberação do visto para entrada no país de torcedores que adquirirem o ingresso dos jogos.

"Com a Lei Geral da Copa, abriu-se uma exceção absurda. O governo brasileiro abdicou do seu direito de decidir quem entra no território nacional. Quem comprar entrada para assistir qualquer jogo da Copa tem automaticamente, sem custos, o visto de entrada no país. Na prática, o Brasil entregou a uma entidade privada o direito de emitir vistos de entrada no país", critica.

Vainer enumera três impactos que podem resultar dessas medidas que chamou de exceção. A primeira diz respeito ao endividamento dos estados e municípios. "Estamos assumindo, sem que tenhamos sido devidamente consultados, o compromisso de pagar nos próximos 20, 30, 40 anos montantes que restringem a capacidade de investimento nas nossas grandes metrópoles", explicou. Ele critica a falta de informação sobre os gastos reais. "Se tomarmos como exemplo os Jogos Panamericanos, vamos ter que multiplicar o orçamento previsto inicialmente por dez", declarou.

O segundo impacto destacado pelo professor é o aprofundamento das desigualdades sociais, resultante das remoções de comunidades para dar passagem às obras vinculadas aos eventos. "Não podemos dizer que a segregação urbana tem início com a Copa e com as Olimpíadas, mas é possível afirmar que esses processos estão aprofundando de maneira marcante essa situação", avaliou.

Ele critica o grande número de remoções em curso. "Estamos assistindo à expulsão de populações pobres e a captura desses terrenos pelo capital depois de valorizados pelos investimentos públicos. Isso é dramático e aprofunda o caráter antidemocrático das nossas cidades. As pessoas estão sendo retiradas das áreas, porque estão no caminho do investimento ou porque poluem a paisagem", apontou.

O pesquisador destaca ainda os impactos relacionadas à segurança. "É grave abrir o precedente para que as Forças Armadas intervenham na ordem pública: isso deveria ser tarefa das polícias. A história brasileira recente mostra claramente esse risco. Você cria situações inaceitáveis, mas que a sociedade acaba se acostumando", explicou.

O pesquisador considera positiva a articulação nacional de comitês populares que questionam o Poder Público em boa parte dessas medidas. "Se olharmos por esse lado, é um balanço extraordinariamente positivo essa vitalidade, essa capacidade de organização". Ele destaca que tem ouvido relatos surpresos da imprensa internacional sobre o processo de mobilização no Brasil. "Jornalistas estrangeiros ficam surpresos com a vitalidade da resistência. Muito mais poderosa do que qualquer outro país que passou por essa experiência", relatou.

Ele lamenta que as mobilizações não estejam tendo a repercussão na mídia. "Apesar de algumas vitórias importantes, principalmente relacionadas a alguns casos de remoção de comunidades, essa resistência não tem sido capaz de alterar de maneira expressiva os rumos que os governantes associados a grandes empresas nacionais e internacionais estão dando aos jogos e ao país", declarou.

Fonte Brasil247

A DOLCE VITA DO CASAL CACHOEIRA AO SOL DA BAHIA

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Condenado pela Justiça a 39 anos e oito meses de prisão, por corrupção ativa, peculato, violação de sigilo e formação de quadrilha, o contraventor Carlinhos Cachoeira está livre por força de um habeas corpus; pode ir aonde quiser, apenas precisando avisar a um juíz; no caso, ele e sua musa Andressa escolheram um dos resorts mais caros da Bahia para curtir tudo o que a liberdade pode proporcionar; uma festa entre mar, piscina, caipirinhas e muito amor; ao celular, Carlinhos dá as ordens; com amigas, Andressa brilha; lindo para eles¹; escárnio para a sociedade?

247 – A vida é doce na lua-de-mel do casal Cachoeira. Contraventor mais famoso do País, condenado pela Justiça a 39 anos de prisão pelos crimes corrupção ativa, peculato, violação de sigilo e formação de quadrilha , ufa!, ele esta livre, leve e solto. Coisas do sistema jurídico brasileiro. Pela força de um habeas corpus, Carlinhos Cachoeira pode ir aonde quiser dentro do Brasil, bastando, para isso, avisar a um juíz de Goiânia. É como se ele não representasse perigo para a sociedade.
No caso presente, Cachoeira e sua musa Andressa escolheram o exclusivo resort Kiaroa, em Taipús de Fora, na praia da Península de Maraú, para exibir seus corpos branquinhos sob o a brisa amena e o sol forte do sul da Bahia. Uma lua-de-mel com tudo o que tem direito. Andressa, como se vê pelas fotos, em grande forma, uma mulher sem retoques para tirar ou por. Carlinhos, um tanto barrigudinho, mas sempre com aquele sorrisinho de canto de boca das pessoas superiores. Telefone celular à mão, ele acessa quem quer e dá suas ordens. Um homem acostumado a mandar. Na sentença condenatória pela série de crimes, afinal, o juíz que lhe impingiu a sentença avaliou que ele comete crimes há nada menos que 17 anos. 
Mas a Justiça deve ser a última instituição que passa pela cabeça do feliz casal neste momento de idílio num pedacinho do paraíso. Para que se preocupar, afinal? Amparado por bons advogados, atento às mil e uma possibilidades de subterfúgios abertas pela sistema jurídico brasileiro, Carlinhos Cachoeira sem dúvida se vê como um cidadão privilegiado. Neste momento, além de muito dinheiro, é livre e tem amor. O problema, para muita gente na sociedade, é que a dolce vita dos Cachoeira soa como um exemplo pronto e acabado de todo o escárnio que os contraventores como Carlinhos e parceiras como Andressa dedicam a essa mesma sociedade.
Num caso de repercussão nacional como foi o de Cachoeira, é mesmo positivo para o sistema jurídico brasileiro que uma articulador de crimes tão famoso quanto ele possa aparecer rindo e se divertindo enquanto ainda tem uma longa pena a cumprir? Isso é mesmo um bom exemplo?


Fonte Brasil247

Movimento da Cabanagem do Pará completa 178 anos


A próxima segunda-feira (7) é marcada pelos 178 anos da revolta da Cabanagem do Pará (1835-1840) - o único movimento político do Brasil em que os pobres tomam o poder, de fato. Entre as causas da revolta encontram-se a extrema pobreza das populações humildes e a irrelevância política à qual a província foi relegada após a independência do Brasil.

A Cabanagem ocorreu durante o período regêncial no Brasil. O Período regencial brasileiro (1831 — 1840) foi o intervalo político entre os mandatos imperiais da Família Imperial Brasileira, pois quando o Imperador Pedro I abdicou de seu trono, o herdeiro D. Pedro II não tinha idade suficiente para assumir o cargo. Devido à natureza do período e das revoltas e problemas internos, o período regencial foi um dos momentos mais conturbados do Império Brasileiro.

De cunho popular, contou com a participação de elementos das camadas média e alta da região, entre os quais se destacam os nomes do fazendeiro Félix Clemente Malcher e do seringueiro Eduardo Angelim.

Na Cabanagem negros e índios também se envolveram diretamente no evento, insurgindo-se contra a elite política no Pará. Dentre alguns líderes populares da Cabanagem esteve o negro Manuel Barbeiro, o negro liberto de apelido Patriota e o escravo Joaquim Antônio, que manifestavam ideias de igualdade social. O nome “Cabanagem” remete à habitação (“cabanas”) da população de mestiços, escravos libertos e indígenas que participaram da Cabanagem.

História

Após a Independência do Brasil, a Província do Grão-Pará mobilizou-se para expulsar as forças reacionárias que pretendiam manter a região como colônia de Portugal. Nessa luta, que se arrastou por vários anos, destacaram-se as figuras do cônego e jornalista João Batista Gonçalves Campos, dos irmãos Vinagre e do fazendeiro Félix Clemente Malcher. Terminada a luta pela independência e instalado o governo provincial, os líderes locais foram marginalizados do poder. A elite fazendeira do Grão-Pará, embora com melhores condições, ressentia-se da falta de participação nas decisões do governo central, dominado pelas províncias do Sudeste e do Nordeste. 

Em julho de 1831 estourou uma rebelião na guarnição militar de Belém do Pará, tendo Batista Campos sido preso como uma das lideranças implicadas. O presidente da província, Bernardo Lobo de Sousa, desencadeou uma política repressora, na tentativa de conter os inconformados.

O primeiro grande erro de Lobo de Sousa foi rivalizar com Batista Campos. Criando o Correio Oficial Paraense, dirigido pelo cônego Gaspar Siqueira Queiroz, grande inimigo de Batista Campos. As críticas contra o nacionalista logo começaram, e aumentavam a cada edição. Batista Campos também começou a lançar suas críticas, contra o governo. Conseguiu, inclusive, uma pastoral do bispo D. Romualdo Coelho contra Lobo de Sousa, pelo fato deste ser maçom. Nesta altura, chegava ao Pará o jornalista Vicente Ferreira de Lavor Papagaio, mandado buscar no Maranhão por Batista Campos. Aquele vinha fundar um jornal para fazer oposição à Presidência da Província. O título do jornal, Sentinela Maranhense na Guarita do Pará. Sua linguagem, logo na edição inaugural, foi tão violenta, que Lobo de Sousa ordenou a prisão de Papagaio e Batista Campos.

O clímax foi atingido em 1834, quando Batista Campos publicou uma carta do bispo do Pará, Romualdo de Sousa Coelho, criticando alguns políticos da província. O cônego foi logo perseguido, refugiando-se na fazenda de seu amigo Clemente Malcher, reunindo-se aos irmãos Vinagre (Manuel, Francisco Pedro e Antônio) e ao seringueiro e jornalista Eduardo Angelim. Antes de serem atacados por tropas governistas, abandonaram a fazenda. Contudo, no dia 3 de novembro, as tropas conseguiram matar Manuel Vinagre e prender Malcher. Batista Campos morreu no último dia do ano, ao que tudo indica de uma infecção causada por um corte que sofreu ao fazer a barba.

O movimento Cabano

Em 7 de janeiro de 1835, liderados por Antônio Vinagre, os rebeldes (tapuios, cabanos, negros e índios) tomaram de assalto o quartel e o palácio do governo de Belém, nomeando Félix Antonio Clemente Malcher presidente do Grão-Pará. Os cabanos, em menos de um dia, atacaram e conquistaram a cidade de Belém, assassinando o presidente Lobo de Souza e o Comandante das Armas, e apoderando-se de uma grande quantidade de material bélico. O governo cabano não durou por muito tempo, pois o novo presidente, Félix Malcher - tenente-coronel, latifundiário, dono de engenhos de açúcar - era mais identificado com os interesses do grupo dominante derrotado, é deposto em 19 de fevereiro de 1835. Por fim, Malcher acabou preso. Assumiu a Presidência, Francisco Vinagre.

Em maio de 1935 chegou ao porto de Belém a fragata “Imperatriz”, enviada pelo presidente do Maranhão, a fim de terminar com o Governo revolucionário. Vinagre concordou em entregar a Presidência a Ângelo Custódio; mas, sobre pressão de Antônio Vinagre e Eduardo Angelim, recuou. 

Em 20 de junho de 1935, na baía de Guajará, aportou outra fragata com o novo presidente do Pará (nomeado pela Regência), marechal Manoel Jorge Rodrigues. Vinagre, contra o desejo de seu irmão Antônio, entregou o poder. 

Na noite de 14 de agosto de 1835, tiveram início novos combates. A invasão de Belém se deu pelos bairros de São Braz e Nazaré. Desta forma, Belém caía novamente em poder dos revoltosos. Aos 21 anos de idade, Eduardo Angelim assumiu a Presidência da Província.

Fim da Cabanagem

Contudo, em abril de 1836 chegava o marechal José Soares de Andrea, novo presidente, nomeado pela Regência. Andrea intimou os cabanos a abandonarem Belém. Angelim e seus auxiliares concordaram.

A última fase da Cabanagem é iniciada com a tomada de Belém por Andréa, com o restabelecimento da legalidade na Província. Apossando-se de Belém, as lutas ainda duraram quatro anos no interior da Província, onde ocorria o avanço das forças militares de forma violenta até 1840.

A Cabanagem continua viva na memória do povo paraense como o movimento popular que permitiu que as classes populares chegassem ao poder instalando um governo popular ou cabano no Pará do século 19.

Fonte: Blog Pará Histórico

5 de janeiro de 2013

2013 É O ANO DA ENTREGA DE GRANDES OBRAS

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Uma delas é a usina de Jirau, no Rio Madeira; nos transportes, estão previstas concessões de diversas rodovias e serão licitados também os aeroportos de Confins, em Belo Horizonte, e do Galeão, no Rio

Brasília - No setor de infraestrutura, o ano de 2013 será marcado pela concessão à iniciativa privada de rodovias, ferrovias e aeroportos, além do início do funcionamento de importantes empreendimentos. Na área de geração de energia, deve entrar em operação, no primeiro trimestre, a primeira das 50 turbinas da Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira (RO), com capacidade de 75 megawatts (MW).

A conclusão das obras da usina, que terá capacidade instalada total de 3,75 mil MW, está prevista para 2016. A Usina Hidrelétrica Santo Antônio, também no Rio Madeira, iniciou a geração comercial de energia no final de março do ano passado. Ao todo, nove turbinas já estão em funcionamento.

Segundo o último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), divulgado no dia 19 de novembro, 38,5% das ações previstas para o período 2011-2014 já foram concluídas.

No setor de transportes, está prevista para janeiro a realização dos leilões de concessão das rodovias BR-040, entre Brasília e Juiz de Fora (MG), e BR-116, em Minas Gerais. O pedágio nas duas rodovias só poderá ser cobrado depois que forem duplicados pelo menos 10% dos trechos concedidos, além da realização de melhoria das condições de segurança e trafegabilidade das pistas.

A licitação de outros sete trechos rodoviários que serão concedidos à iniciativa privada deve ser feita em abril. Em todos os casos, os vencedores dos leilões serão os consórcios que oferecerem a menor tarifa de pedágio a ser cobrada dos usuários. O governo também quer licitar, entre abril e junho de 2013, 10 mil quilômetros de ferrovias, com o modelo de parceria público-privada.

Para setembro, está marcado o leilão que irá definir a empresa que vai fornecer a tecnologia e será a operadora do trem de alta velocidade, que ligará as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP). O trem-bala só deve começar a operar comercialmente em 2020.

Também deve ser em setembro a licitação para a concessão à iniciativa privada dos aeroportos de Confins (MG) e do Galeão (RJ). Para participar do processo, as empresas precisam ter experiência em aeroportos com capacidade de circulação anual de pelo menos 35 milhões de passageiros.

De acordo com o acompanhamento das obras do PAC, entre os empreendimentos que devem ser concluídos em 2013 também estão plataformas de exploração e petróleo, a reforma de terminais de passageiros dos aeroportos de Manaus (AM) e Confins (MG) e parte da linha de transmissão que levará a energia produzida nas usinas do Rio Madeira até as regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

4 de janeiro de 2013

ITAIPU, AINDA A MAIOR PRODUTORA DE ENERGIA DO MUNDO

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Em 2012, Itaipu Binacional produziu 98,287 milhões de megawatts-hora (MWh). A usina mantém a primeira posição em produção de energia desde 1997, quando ficou pronta, e é responsável por 19,9% da energia elétrica consumida no Brasil e por 80% da distribuída no Paraguai

Brasília - Em 2012, Itaipu Binacional foi a hidrelétrica que mais produziu energia no mundo, atingindo 98,287 milhões de megawatts-hora (MWh). A usina mantém a primeira posição desde 1997, quando ficou pronta. É responsável por 19,9% da energia elétrica consumida no Brasil e por 80% da distribuída no Paraguai.

Celso Torino, superintendente de operações da Itaipu, diz que a maior concorrente é a chinesa Três Gargantas, que gerou 98,107 milhões de MWh no ano passado. Ele explica que apesar de a chinesa ter 60% a mais de equipamentos de geração, a natureza não contribui para o crescimento da produção. Há períodos do ano em que o rio Yang-tsé fica congelado.

Aline Leal
Repórter da Agência Brasil

INDÚSTRIA RECUA E JOGA RECUPERAÇÃO PARA 2013

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De acordo com os dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira, a produção caiu 0,6% em novembro frente a outubro. "A recuperação não se concretizou e de fato 2012 foi um ano muito ruim para a indústria", avaliou o economista André Macedo

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 4 Jan (Reuters) - A produção industrial brasileira voltou a terreno negativo em novembro pressionada pela desaceleração na fabricação de automóveis e da indústria extrativa, o que deve deixar para 2013 a esperada retomada da atividade de forma mais efetiva.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, a produção caiu 0,6 por cento em novembro frente a outubro.

"A recuperação não se concretizou e de fato 2012 foi um ano muito ruim para a indústria", avaliou o economista do IBGE André Macedo.

O resultado de novembro anula a alta de 0,1 por cento vista em outubro ante setembro, em dado revisado após ter sido divulgado anteriormente um avanço de 0,9 por cento.

"A retomada industrial esperada no segundo semestre (de 2012) tem se concretizado, mas de maneira não linear, e num ritmo mais lento que as expectativas. Isso acaba jogando a retomada mais efetiva da produção industrial para 2013", previu o economista Rafael Leão, da Austin Rating.

Por outro lado, o resultado foi melhor do que a expectativa de economistas. A mediana das previsões de 14 analistas ouvidos pela Reuters indicava que a produção industrial teria recuado 0,9 por cento em novembro ante outubro. As estimativas variaram de queda de 0,3 por cento a 1,2 por cento.

Na comparação com novembro de 2011, a produção caiu 1 por cento, nesse caso pior do que a previsão de recuo de 0,8 por cento. Em outubro a produção havia interrompido uma sequência de 13 meses de taxas negativas nesse tipo de comparação ao avançar 2,5 por cento, em dado também revisado após ter sido divulgado anteriormente avanço de 2,3 por cento.

No ano, a indústria acumula queda de 2,6 por cento. Em 2011 o setor encerrou com crescimento de 0,4 por cento, e a última vez em que a produção terminou o ano com taxa negativa foi em 2009, com queda de 7,4 por cento.

Para o economista sênior do BES Investimentos Flávio Serrano, os resultados fracos aumentam a possibilidade de o governo voltar a agir com a intenção de estimular a atividade.

"Qualquer tipo de frustração com o crescimento só aumenta a probabilidade de novas medidas parecidas com aquelas que têm sido feitas, medidas de estímulo setorial", disse ele.

Já em relação à política monetária, acredita Leão, da Austin Rating, ela deve se manter em "parada técnica", com a Selic em 7,25 por cento, pelo menos até julho, quando o BC pode agir com a intenção de fazer a inflação convergir para a meta.

Antes disso, só ocorreria uma mexida no caso de uma "deterioração muito profunda" da atividade. "E isso só vamos saber em março, quando saem os números do PIB fechado de 2012", disse.

CRESCIMENTO PERDIDO

Segundo o IBGE, em novembro, 16 das 27 atividades pesquisadas apresentaram queda sobre o mês anterior, com destaque para o recuo de 6,7 por cento em indústrias extrativas e de 2,8 por cento no setor de veículos automotores.

Com isso essas atividades eliminaram parte do crescimento registrado em outubro, de 8,2 por cento e 3,2 por cento, respectivamente.

"Houve redução na produção de petróleo e de minério, dois setores que representam mais de 90 por cento da indústria extrativa. O setor automotivo mostrou redução na produção de carros e caminhões", listou André Macedo, do IBGE.

Segundo a Anfavea, associação que representa as montadoras do país, o setor deve encerrar em queda 2012, o primeiro recuo anual desde 2002.

Também pesaram no resultado de novembro sobre outubro os setores de metalurgia básica (-3,3 por cento), equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-10,7 por cento) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-7,0 por cento).

Na outra ponta, houve alta da produção nas indústrias de bebidas (3,4 por cento), farmacêutica (2,8 por cento) e vestuário e acessórios (7,4 por cento).

Na comparação com novembro de 2011, o setor de veículos automotores, com recuo de 7,5 por cento, foi o que exerceu a maior influência negativa para a queda de 1 por cento na produção industrial, pressionado pela queda na fabricação de aproximadamente 71 por cento dos produtos investigados, segundo o IBGE.

O segmento de bens de capital, equivalente ao investimento na economia brasileira, registrou queda de 1,1 por cento na produção em novembro ante outubro e de 10,3 por cento frente ao mesmo mês de 2011. Foram os piores resultados entre os quatro segmentos pesquisados pelo IBGE

"A crise externa, a incerteza no mercado internacional e a própria expectativa do empresário aqui no país afetam o nível de investimento", completou Macedo.

Entretanto, outros dados sobre a indústria sugerem que o setor industrial brasileiro estava se recuperando no final do ano, embora a um ritmo mais lento. Em dezembro, a pesquisa Índice de Gerentes de Compras do Markit, divulgado na quarta-feira, atingiu 51,1, ante 52,2 em novembro, indicando expansão pelo terceiro mês seguido.

E a confiança da indústria avançou 1,1 por cento em dezembro em relação a novembro, influenciada pelo aumento das expectativas em relação aos próximos meses.

(Reportagem adicional de Diogo Ferreira Gomes, no Rio de Janeiro, e Asher Levine, em São Paulo; Edição de Alexandre Caverni)

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira



MEC RECORRE DE DECISÃO QUE OBRIGA ACESSO A REDAÇÕES

: SÃO PAULO, BRASIL, 29-08-2010, Alunos do COC Paraíso fazem simulado do ENEM. (foto: Carlos Cecconello/FOVEST)4950***EXCLUSIVO  FOLHA***
Na quinta-feira 3, a Justiça Federal no Ceará determinou que o Inep disponibilize de imediato para os alunos que fizeram o Enem 2012 as provas de redação corrigidas e acompanhadas das justificativas da pontuação

Brasília – O Ministério da Educação (MEC) encaminhou hoje (4) recurso ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região contra a decisão liminar da Justiça Federal do Ceará de determinar que seja divulgado imediatamente a correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012. O previsto pelo MEC é que os espelhos das redações corrigidas estejam disponíveis a partir do dia 6 de fevereiro. O ministério aguarda parecer do tribunal.

Os estudantes podem usar a nota do Enem para concorrer às vagas oferecidas em universidades e nos institutos federais de ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O Sisu abre as inscrições entre 7 e 11 de janeiro e os estudantes reclamam que terão acesso às redações após já terem se inscrito no processo.

Ontem (3), a Justiça Federal no Ceará determinou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilize de imediato para os alunos que fizeram o Enem 2012 as provas de redação corrigidas e acompanhadas das justificativas da pontuação. A decisão acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará e em Alagoas, que apresentou a ação motivado pelas queixas dos alunos.

O MEC informa que o recurso ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região foi apresentado levando em conta o Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o MPF no ano passado que determina que, a partir do Enem de 2012, os candidatos passam a ter acesso à correção da redação, mas apenas para fins pedagógicos, sem o direito de pedir uma nova avaliação. O ministério ainda reitera que o edital do Enem não prevê pedidos de revisão de notas.

Na decisão, a Justiça ordenou ainda que a decisão seja cumprida no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil a ser paga pelo Inep, além de multa diária no valor de R$ 5 mil, a cargo do agente público que de qualquer modo dificultar a execução.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

CAIXA E BB: R$ 38,4 BI EM FINANCIAMENTO ESTUDANTIL

Victor Moriyama: SÃO PAULO, SP, 25.11.2012: FUVEST/CANDIDATOS/SP – Candidatos antes do início da prova da Fuvest, na Faculdade de Educação da USP. A Fuvest aplica neste domingo (25) a prova da primeira fase do vestibular 2013. A prova começa às 13h (de Brasília) e terá du
Esse o somatório do financiamento de cursos de graduação pelos dois bancos desde a criação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), em 2001. Em 11 anos, a Caixa, por exemplo, contribuiu para o financiamento do curso superior de 742 mil estudantes de famílias de baixa renda

Brasília – A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) investiram R$ 38,4 bilhões no financiamento de cursos de graduação, desde a criação do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), em 2001. Foram R$ 30,4 bilhões pela Caixa, que foi agente financeiro único do programa até 2009, e R$ 8 bilhões pelo BB nos últimos três anos, de acordo com números divulgados pelas duas instituições.

Em 11 anos de atuação do Fies, a Caixa contribuiu para o financiamento do curso superior de 742 mil estudantes de famílias de baixa renda, o que equivale a uma atuação de aproximadamente 75% de todas as contratações do Fies, segundo Édilo Ricardo Valadares, diretor executivo de Pessoa Física da Caixa.

Como participa desse segmento de mercado há menos de três anos, o BB tem uma atuação menor, em torno de 25%, o que equivale a contratações de financiamentos para 230 mil estudantes, de famílias de baixa renda, que fazem faculdade paga.

A diferença pró Caixa tende a desaparecer rapidamente, porém, em virtude de o BB ter mais que o dobro de agências em todo o país e atingir um universo mais amplo de clientes. São 5.339 agências do Banco do Brasil, enquanto a Caixa dispõe de 3.322 agências, e isso já promoveu um equilíbrio maior na contratação do Fies em 2012.

Os financiamentos feitos pela Caixa, até final de novembro, somaram R$ 184 bilhões e beneficiaram 184 mil estudantes, com evolução de 26,1% em relação ao acumulado de janeiro a novembro de 2011. O BB não cita valor, mas informa que fechou 180 mil contratos no ano, o que representa expansão de 290% em relação aos 46 mil financiamentos estudantis de 2011.

Voltado para estudantes universitários de famílias com renda mensal até 20 salários mínimos, o Fies financia 100% da mensalidade até a formatura, e o beneficiado só começa a pagar seis meses depois, em parcelas mensais, com juros de 3,4% ao ano. Pelas estimativas dos dois agentes financeiros do Fies, o potencial desse mercado é bom, uma vez que atualmente mais de 5 milhões de universitários frequentam faculdades particulares.

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

ATÉ QUANDO O EMERGENCIAL PREVALECERÁ AO ESTRUTURAL?

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Ano começa com 4 mil desalojados no Estado do Rio e secas e apagões pelo Nordeste. Em visita ao Rio de Janeiro para avaliar a situação dos municípios atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, defendeu alteração na lei para obras emergenciais; até quando isso será necessário? E a fiscalização, como fica?

247 - O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, deu sua sugestão para evitar os desastres provocados pelas chuvas que se repetem neste início de ano pelo País: mudanças na legislação que permitam maior velocidade na execução de obras emergenciais. De acordo com ele, que foi ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira, o prazo estipulado atualmente para execução, de 180 dias, dificilmente é cumprido por causa dos trâmites necessários para a liberação do recurso.

Segundo o ministro, "as obras emergenciais têm que ser feitas em 180 dias". "Se não forem (feitas), não têm mais o amparo da legislação, e todos sabem que obras como essas, de macrodrenagem, construção de habitações populares, levam no mínimo 18 meses, entre licenciamento, a desapropriação e a construção", completou. Faz sentido, mas a alteração na lei não vai fazer qualquer diferença se não vier acompanhada por um planejamento antecipado e por uma fiscalização capaz de garantir a correta aplicação dos recursos.

Em 2011, o então prefeito de Teresópolis Jorge Mário Sedlacek foi cassado em meio a denúncias de desvios de verbas públicas que reparariam os efeitos da tragédia na cidade causada pelas chuvas em janeiro daquele ano. De acordo com o Ministério Público, no decorrer da gestão do prefeito afastado houve pagamento de propina a funcionários públicos, desvios de verba, obstrução de Justiça, entre outras irregularidades.

Se o problema do Sudeste é chuva, no Nordeste é a falta dela. Em Sergipe, por exemplo, 18 municípios terminaram 2012 em situação de emergência, e os animais já estão morrendo por falta de água e comida. Não bastasse, a pior seca das últimas décadas na região pode vir a ter implicações energéticas. Depois de um ano marcado por apagões, o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas é considerado preocupante pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) (leia mais).

Revisão

Nesta sexta-feira, Bezerra declarou que os governos federal, estaduais e municipais precisam rever seus procedimentos internos para agilizar a execução das obras. De acordo com ele, o governo tem conseguido mudar a cultura da sociedade, mudando a política de defesa civil nacional, gastando menos nas obras de remediação e mais nas obras de prevenção.

"Hoje o governo federal, só na área de drenagem e reforço de encostas, proteção de morros, tem contratado com diversos estados financiamentos ou transferências de recursos da ordem de R$ 20 bilhões. O estado do Rio de Janeiro é o que recebe a maior parcela desses recursos, pouco mais de 20%, R$ 4,3 bilhões, dos quais mais de R$ 1,3 bilhão já estão em obras, estão em execução".

O ministro se reuniu com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, no Palácio Guanabara, para avaliar a situação dos municípios atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias e oferecer o apoio do governo federal para enfrentar o problema. Também participaram da reunião secretários de estado, prefeitos e outros representantes do governo.

De acordo com o governador, as equipes da Defesa Civil apresentaram o diagnóstico da situação na Baixada Fluminense, no litoral sul e na região serrana. Ele informou que, como ações emergenciais, está sendo providenciado o pagamento de aluguel social e limpeza das áreas atingidas.

"Temos duas ações de emergência importantes, com canal direto com o Ministério da Integração Nacional, por intermédio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, que são recursos para o aluguel social daqueles que ficaram sem as suas casas e ao mesmo tempo recursos necessários para dragar os rios, limpar as ruas, remover os entulhos, enfim, ações de emergência que passam por recursos destinados ao estado e recursos destinados aos municípios", disse Cabral.

O governador relatou que as regiões da Baixada Fluminense onde foram feitas obras preventivas, como contenção de encostas, dragagem de rios e retiradas das famílias com reassentamento, não tiveram problemas com as chuvas de ontem.

Quanto à região serrana, Cabral admitiu atraso na entrega das casas prometidas depois da tragédia que completa dois anos este mês. "Tivemos problema de demora no encontro das áreas adequadas e também na desapropriação para construir as 6 mil moradias. Vamos entregar as primeiras 3 ou 4 centenas de casas na região serrana, mas temos muito mais pela frente". De acordo com o governador, nenhuma família deixou de ser atendida desde 2011 e o estado assumiu uma despesa anual de R$ 60 milhões com aluguel social.

Depois da reunião, Cabral e Bezerra seguiram para o distrito de Xerém, em Duque de Caxias, para verificar in loco a destruição provocada pela enxurrada e se reunir com o prefeito Alexandre Cardoso.

Com Agência Brasil

BRIGITTE BARDOT TAMBÉM AMEAÇA PEDIR NACIONALIDADE RUSSA

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A antiga musa do cinema francês Brigitte Bardot ameaçou nesta sexta-feira seguir os passos do colega Gérard Depardieu, mas não em protesto contra o aumento de impostos no país, e sim pelo tratamento a dois elefantes de circo

PARIS, 4 Jan (Reuters) - A antiga musa do cinema francês Brigitte Bardot ameaçou nesta sexta-feira seguir os passos do colega Gérard Depardieu e pedir um passaporte russo, mas não em protesto contra o aumento de impostos no país, e sim pelo tratamento a dois elefantes de circo.

Os animais, denominados Baby e Nepal e de propriedade de um circo em turnê, estariam com tuberculose e um tribunal de Lyon, no sul da França, ordenou nesta sexta-feira que eles sejam abatidos como medida de precaução.

A ameaça de Bardot vem um dia depois de Depardieu causar uma tempestade na França ao se tornar um cidadão russo, em protesto contra as altas taxas de impostos propostas pelo governo socialista, que ele acusa de penalizar o sucesso.

"Se quem está no poder é covarde e descarado o suficiente para matar os elefantes... então eu decidi que vou pedir nacionalidade russa para sair do país que se tornou nada mais do que um cemitério de animais", afirmou Bardot em comunicado.

Os proprietários do Cirque Pinder também disseram na sexta-feira que iriam recorrer para salvar os elefantes, que tiveram um exame positivo para tuberculose pela primeira vez em 2010, mas desde então foram mantidos em um zoológico em Lyon longe do público em geral.

Bardot, que ganhou fama em 1956 no filme de Roger Vadim "E Deus Criou a Mulher", tornou-se uma figura cada vez mais controversa com suas explosões sobre os direitos dos animais, mas também de gays, imigrantes e desempregados.

Desde que se aposentou do cinema na década de 1970, ela tornou-se semi-reclusa, dedicando-se à sua Fundação Brigitte Bardot para os direitos dos animais, e frequentemente critica as festividades do Eid al-Adha, quando os muçulmanos ritualmente abatem ovelhas.

(Reportagem de Vicky Buffery)


Ambev é empresa mais valiosa da AL; Petrobras cai para 3ª posição

A Ambev fechou o ano de 2012 como a empresa mais valiosa da América Latina, segundo dados da consultoria Economatica divulgados nesta quinta-feira (3). A Petrobras aparece na terceira posição, atrás da Ecopetrol, da Colômbia.

Segundo a Economatica, a Ambev é avaliada em US$ 129,3 bilhões, a Ecopetrol em US$ 126,7 bilhões e a Petrobras em US$ 124,7 bilhões. Na lista das dez empresas com maior de mercado da América Latina, aparecem ainda as brasileiras Vale, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil.

Petrobras teve maior queda entre empresas brasileiras

Considerando-se apenas as empresas brasileiras de capital aberto, a Ambev foi a que teve maior aumento de valor de mercado em 2012, segundo a Economatica. Em moeda local, o valor da Ambev passou de R$ 187,6 bilhões para R$ 264,3 bilhões. O crescimento, de R$ 76,6 bilhões, representa um aumento de 40,89%.

A empresa brasileira com maior queda de valor de mercado foi a Petrobras, que começou 2012 valendo R$ 291,6 bilhões e terminou o ano em R$ 254,9 bilhões. A perda, de R$ 36,7 bilhões, foi de 12,59%. Entre as dez empresas com maiores quedas nominais de valor de mercado, cinco são do setor de Energia Elétrica, sendo a Eletrobrás a empresa que teve a maior queda, de R$ 16,8 bilhões.

Setor com maior crescimento foi o de Alimentos e Bebidas

O valor de mercado de 302 empresas de capital aberto brasileiras no final do ano de 2011 era de R$ 2,13 trilhões contra R$ 2,39 trilhões no final de 2012. O crescimento foi de 262,9 bilhões, ou 12,34%.

O setor com maior crescimento nominal no ano de 2012 foi o de Alimentos e Bebidas, que no final de 2011 tinha R$ 261,6 bilhões de valor de mercado contra R$ 355,4 bilhões em dezembro de 2012. O crescimento foi de R$ 93,8 bilhões, o que representa uma alta de 35,8%.

O setor de Petróleo e Gás é o setor mais atingido no ano de 2012 com queda de R$ 68,9 bilhões. O outro setor com queda é o de Energia Elétrica, com R$ 36 bilhões de de queda.


Fonte: UOL

BANCO DO BRASIL AVANÇA NA CRIAÇÃO DE UM BANCO DE INVESTIMENTOS

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Intenção é chegar ao primeiro lugar do ranking, adianta o vice-presidente Paulo Rogério Caffarelli; estrutura poderá ser montada em parceria com uma instituição privada ao longo de 2013

247 – O Banco do Brasil começa 2013 com mais um projeto ambicioso em formatação. A intenção é a de criar um banco de investimentos para atuar fortemente na área de mercado de capitais, corretagem, análise e assessoria de fusões e aquisições. No momento, duas estratégias estão em análise para este fim: montar a nova área de negócios dentro da estrutura do próprio banco ou criar uma empresa à parte, em parceria com uma instituição da iniciativa privada. 

Essa última alternativa possibilitaria a criação de um sistema de remuneração inédito no Banco do Brasil, no qual a remuneração da equipe do setor seria, na maior parte, variável, obedecendo a critérios de desempenho pessoal e da empresa. Como instituição pública, o BB tem funcionários concursados e não consegue reproduzir esse modelo.

"Estamos fazendo vários estudos", disse o vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionis e Private Bank do BB, Paulo Rogério Caffarelli, a jornal Valor Econômico. "Queremos ser o primeiro na área de mercado de capitais".

O mais prudente é acreditar nessa projeção. Em 2012, o BB pulou do décimo para o primeiro lugar no ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) de novembro, em razão da ampliação de sua participação em ofertas de ações.

Um exemplo de joint venture entre o BB e uma instituição privada já está dando resultados. O BB Seguridade, em parceria com a espanhola Mapfre, está prestes a fazer uma oferta de ações na Bolsa de Valores. A operação tem valor estimado em R$ 5 bilhões.

Esse modelo já é visto como exemplar pelos altos executivos do banco. "Nossa única opção é formar a equipe. Temos um time fantástico, mas não conseguimos contratar gente de outros bancos", disse o vice-presidente Caffarelli ao Valor. "Ao mesmo tempo, o volume de pessoas que mais perdemos para o mercado são do banco de atacado e da área de mercado de capitais." Ao constituir uma companhia privada, essa questão poderia ser contornada, disse o executivo.

Segundo Caffarelli, essa estrutura permitiria ao banco se tornar mais competitivo e também possibilitaria a criação de uma corretora de valores mobiliários. "O objetivo é criar áreas que estão faltando para o banco se tornar mais forte nesse mercado, como corretagem, análise e assessoria a operações de fusões e aquisições", afirmou.

No início do ano passado, com o objetivo de reforçar a área de mercado de capitais, o BB deslocou a vice-presidência de finanças para a divisão de atacado, que opera com oferta de crédito para grandes empresas. "Isso fortaleceu o relacionamento com os grandes clientes, que passaram a contar também com área de mercado de capitais", afirmou Caffarelli.

Fonte Brasil247

Alimentos subiram o dobro da média inflacionária em SP



O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na cidade de São Paulo, fechou o ano de 2012 em alta de 5,1%. Dos sete grupos pesquisados, o de alimentação foi o que mais pressionou a taxa ao longo do ano, com aumento de 10,2%.

No período de compras natalinas, os preços dos itens alimentícios subiram de forma mais intensa. 

O índice havia atingido 0,92%, na primeira prévia de dezembro, passou para 1,07%, na segunda, subiu para 1,41% na terceira e encerrou o mês com aumento de 1,4%. Entre os produtos que ficaram mais caros ao final do ano passado estão as carnes suínas (4,97%) e o peru (1,66%), bastante consumidos na ceia natalina do brasileiro. Mas os alimentos do dia a dia também tiveram correção de preços: o arroz ficou 1,39% mais caro e o feijão, 3,96%. 

O óleo de milho também subiu (1,45%), assim como a farinha de trigo (7,4%). A segunda maior elevação no acumulado de janeiro a dezembro ocorreu no grupo despesas pessoais (9,89%). Considerando apenas o mês de dezembro, a taxa ficou em 2,01%. No período, a alta foi influenciada por correções nas passagens aéreas (19,66%) e viagens de excursão (6,04%).

Embora tenha apresentado variação de 0,03% no último mês de 2012, o grupo educação acumulou a terceira maior taxa do ano (8,33%). Habitação teve alta de 2,18% no ano e de 0,47% em dezembro.

O grupo transporte apresentou taxa mensal de 0,29% e anual, de 0,21%, como efeito de um longo período com taxas negativas. Em saúde, o IPC fechou o mês em 0,24% e o ano, em 5,93%. Em vestuário, os índices são, respectivamente, 0,03% e 3,34%.


Fonte: Agência Brasil

PRESO POR HOMICÍDIO TOMA POSSE NA CÂMARA

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Delegado Chico Tenório é acusado de encomendar assassinatos em Alagoas; na lista dos novos deputados também consta envolvidos com exploração de trabalho análogo à escravidão e suspeitos de desvios de recursos públicos

247 - Na lista dos 15 novos deputados que tomaram posse ontem na Câmara estão políticos acusados de crimes como exploração de trabalho escravo, assassinato, além de suspeitos de participação em desvios de recursos públicos.

O delegado José Francisco Cerqueira Tenório (PMN-AL), o Chico Tenório, chegou a ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica por sete meses após deixar a prisão, em fevereiro de 2012. Ele responde pelo assassinato do cabo da Polícia Militar José Gonçalves, em 1996, em um posto de gasolina.

Chico Tenório já foi deputado federal e foi preso por um ano 48 horas após o fim de seu mandato e de sua imunidade parlamentar. Segundo ação penal proposta pelo Ministério Público, o delegado participou de um "consórcio de deputados" envolvido em atividades criminosas. Além da morte do PM, ele também é acusado de participar do assassinato de Cícero Belém e José Alfredo Raposo Tenório Filho, mortos em 2005.

Camilo Cola (PMDB-ES) e Urzeni Rocha (PSDB-RR) também respondem pela exploração de trabalho análogo à escravidão. E Weverton Rocha (PDT-MA) é suspeito de integrar esquema de cobrança de propina de ONGs.

Fonte Brasil247.

3 de janeiro de 2013

QUATRO MIL DESALOJADOS E UM MORTO EM TRAGÉDIA ANUNCIADA

Vladimir Platonov/Ag�ncia Brasil: Rio de Janeiro- A forte chuva que caiu desde a madrugada em Xerém, distrito de Duque de Caxias (RJ), levou destruição e deixou centenas de pessoas desabrigadas,casas foram destruídas pela força da correnteza e carros amontoados pelas ruas
As fortes chuvas que caíram no Rio de Janeiro na madrugada desta quinta-feira deixaram um morto, três feridos e pelo menos 1.262 pessoas desalojadas, de acordo com balanço da Secretaria estadual de Defesa Civil. Foram atingidas cidades como Duque de Caxias, Angra dos Reis, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Especialista aponta "desastre previsto"

Rio de Janeiro – A destruição causada pelo temporal que atingiu na madrugada de hoje (3) o distrito de Xerém, em Duque de Caxias, poderia ter sido evitada. Bastariam medidas de prevenção básicas, como a proibição pelo Poder Público de edificações nas margens dos rios e córregos, além de uma dragagem periódica. A opinião é do especialista em geotécnica do Departamento de Engenharia Civil da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Alberto Sayão.

"Foi uma tragédia anunciada, um desastre previsto. Alguém tem que ser responsabilizado", disse Sayão, que citou a falta de fiscalização pelo Executivo, a leniência do Judiciário em julgar crimes ambientais e o populismo de integrantes do Legislativo, que buscam se promover em troca da facilitação da ocupação de áreas irregulares.

"Deixar construir às margens de rios é crime ambiental. O rio vai sempre reconquistar o seu espaço. É possível prever com exatidão as áreas de inundação", declarou o professor. Segundo ele, podem se passar muitos anos até que ocorra outra inundação, o que não significa que é seguro construir estruturas no local. Além de colocar em risco as famílias, o entulho das casas destruídas vai represar e assorear ainda mais o curso d´água, causando mais pressão rio abaixo, atingindo outras estruturas, principalmente pontes, como ocorreu em Xerém.

Sayão ressaltou que a estrutura geológica da serra, em Xerém, é a mesma encontrada em outras formações geológicas no estado do Rio, com maciços rochosos cobertos por camadas finas de solo e vegetação, o que favorece deslizamentos.

"Os escorregamentos acontecem por causa de três fatores: camada fina de solo, forte inclinação e grande quantidade de chuva", disse o engenheiro. Segundo ele, outro fator que pode ter contribuído na tragédia de Xerém é a quantidade de lixo que deixou de ser recolhida nas últimas semanas pela gestão passada da prefeitura de Duque de Caxias e que acabou sendo carregada para dentro dos rios e riachos, ajudando a barrar o fluxo da água causando os transbordamentos.

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

OPOSIÇÃO REAGE À POSSE DE GENOINO: "ABERRAÇÃO"

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"É muito confortável burlar as leis, promover um esquema de compra de votos dentro do Congresso e depois dizer: fiz pelo povo", criticou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno, quem perde é a Câmara. Já o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) aproveitou para mirar no PT: “Isso mostra que eles são hipócritas, que a lei só vale para os adversários"

247 - Deputados da oposição não perdoaram a posse do ex-presidente do PT José Genoino na Câmara dos Deputados após a condenação no julgamento do mensalão. As palavras mais fortes partiram do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que publicou um duro texto em seu blog, classificando a posse do petista como uma "aberração política". "Genoino, mesmo as vésperas de encarar o xilindró, não perde a pose de soldado da revolução. Será que ele tomaria a pílula de cianureto como os nazistas presos, num ato extremo de sacrifício por sua fidelidade ao partido? Duvido, para isto precisa de coragem e uma boa dose de loucura", escreveu o democrata (leia o texto completo).

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), disse que a posse de Genoino causa danos à imagem do Legislativo. "Ele foi condenado e não há como negar que há um desgaste para o Parlamento brasileiro, que já tem outros três deputados condenados exercendo o mandato", disse. "É direito dele assumir. De minha parte, não fico constrangido, gosto muito dele, que tem uma bela história. É triste o que aconteceu. Agora, a Câmara não pode parar ou criar atritos com outro Poder por conta de uma questão já decidida pela mais alta Corte do país", acrescentou.

O deputado Chico Alencar (PSol-RJ) comentou o caso pelo Twitter. "'Mensalão' fez Genoíno renunciar à presidência do PT e a cargo no Min. da Defesa de Dilma. Assumir na Câmara ñ tem problema?", questionou o deputado socialista. Para o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), a posse de Genoino mostra que o PT se julga acima da lei. “Isso mostra que eles são hipócritas, que a lei só vale para os adversários. Eles querem perpetuar a ditadura populista no Brasil", disse. "Para o PT, a lei só pode funcionar para os inimigos, os adversários políticos. Quando a lei condena os petistas, ela é injusta”, atacou.

Sávio disse que o País reflita sobre a postura do PT. “Sempre que ocorre qualquer situação fora do PT, o partido é o primeiro a se levantar como guardião da moralidade e da ética. Já José Genoino, condenado no Supremo, está sendo louvado pelo partido como se fosse uma vítima do sistema. Isso é hipocrisia, o PT que vive pregando uma coisa e fazendo outra”, criticou o tucano. “O PT precisa olhar para o próprio umbigo, porque tem dado um péssimo exemplo de incoerência e irresponsabilidade no exercício do poder”, finalizou.

Ausentes

Apesar dos protestos, o único integrante do PSDB no Congresso nesta quinta-feira era o deputado Eduardo Gomes (TO), primeiro-secretário da Câmara, que conduziu a cerimônia de posse. Para ele, "não existe nada ilegal na posse em si", já que o processo do mensalão ainda não transitou em julgado, ou seja, não foi encerrado do ponto de vista dos recursos judiciais.

"Seria constrangedor não dar posse. Temos que respeitar os mecanismos de recurso", destacou. O tucano evitou fazer avaliações sobre a questão moral de um parlamentar assumir o mandato nessas condições. Eduardo Gomes não soube responder por que os líderes da oposição não foram a Brasília para questionar pessoalmente a volta de Genoíno à Câmara. O parlamentar acredita que os pronunciamentos em plenário sobre o assunto devem ocorrer apenas em fevereiro, na volta do recesso.

Fonte Brasil247

PERU E LÍBANO SUSPENDEM COMPRA DE CARNE BRASILEIRA

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Até agora nove países impuseram restrição às compras da carne brasileira. Além de Peru e Líbano, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Japão, África do Sul, Taiwan, Jordânia e Chile

Brasília - O Peru e o Líbano suspenderam a compra de carne bovina do Brasil. O Ministério da Agricultura confirmou hoje (3) que o país latino publicou em seu Diário Oficial a decisão de suspender as importações por 90 dias. A Embaixada do Líbano no Brasil informou sobre a suspensão de compras da carne do Paraná, por tempo indeterminado. O governo brasileiro não recebeu comunicado formal de nenhum dos dois países.

Até agora nove países impuseram restrição às compras da carne brasileira. Além de Peru e Líbano, Coréia do Sul, Arábia Saudita, Japão, África do Sul, Taiwan, Jordânia e Chile. A Jordânia suspendeu as compras do gado exportado pelo estado do Paraná, e o Chile de farinha de carne e ossos do rebanho bovino brasileiro.

O motivo da paralisação das importações é a confirmação de um caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) em um animal morto no Paraná em 2010. O ministério divulgou a morte no dia 7 de dezembro e informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Até o momento, o organismo mantém a classificação de risco da carne brasileira como "insignificante" para a doença denominada vaca louca.

De acordo com o ministério, o caso é uma ocorrência não clássica da doença e, por isso, não oferece risco aos consumidores da carne. O governo brasileiro está apresentando o resultados de exames aos países importadores de carne a fim de esclarecê-los de que não houve manifestação da doença.


Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

VENDA DE CARROS E VEÍCULOS LEVES CRESCE 6,1% EM 2012

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Segundo balanço divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Aumotores (Fenabrave), foram comercializadas 3.634.421 unidades no acumulado do ano passado, valor maior que as 3.425.270 unidades vendidas em todo o ano de 2011

São Paulo - As vendas de carros e veículos comerciais leves (como vans e furgões) no mercado interno cresceram 6,11% em 2012 em comparação as do ano anterior. Segundo balanço divulgado na tarde de hoje (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Aumotores (Fenabrave), foram comercializadas 3.634.421 unidades no acumulado do ano passado, valor maior que as 3.425.270 unidades vendidas em todo o ano de 2011.

Considerando automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus, as vendas em 2012 subiram 4,65% em 2012 em relação ao ano anterior, com a comercialização de 3.801.859 unidades. Quando se somam também as vendas de motos e implementos rodoviários, foram contabilizadas 5.586.586 unidades, queda de 2,25% em comparação a 2011 (com 5.715.248 unidades vendidas).

Para 2013, a Fenabrave projeta crescimento de 2,82% nas vendas de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos).


Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil


"TENHO A CONSCIÊNCIA SERENA DOS INOCENTES"

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Após uma breve cerimônia de posse na sala da Presidência da Câmara dos Deputados, o ex-presidente do PT José Genoino concede entrevista coletiva para falar sobre o retorno ao parlamento: "Me sinto confortável ao assumir o mandato, estou cumprindo regras e normas constitucionais". Novo líder do PT na Câmara, o deputado José Guimarães (CE), que é irmão de Genoino, disse que a posse "não tem nada de constrangedor"

Juliane Sacerdote _247 - "Tenho a consciência serena dos inocentes e espero que a verdade mais cedo ou mais tarde aparecerá", disse o ex-presidente do PT José Genoino em entrevista coletiva após tomar posse na Câmara dos Deputados. Depois de avisar que não falaria sobre o mensalão, pois o processo ainda está em curso, Genoino disse que resolveu assumir porque está apenas "cumprindo a Constituição".

Evitando responder qualquer pergunta sobre o mensalão, ele disse que não terá ou será motivo para crise na Câmara. "Me sinto confortável ao assumir o mandato, estou cumprindo regras e normas constitucionais", disse o deputado, que começou a entrevista tranquilo, mas foi ficando irritado e, após algumas perguntas, chegou a dizer que jornalista não é juiz. "Recebi 92 mil votos em 2010, em campanha pré-condenatória", destacou.

"Respeito os poderes republicanos, mesmo não concordando com a decisao do STF", disse o petista, destacando que participou da Constituinte e que, portanto, vai cumprir o que determina a Constituição e o que determinar o STF. "Não tenho previsão de por quanto tempo vou exercer o mandato e não penso nisso", disse. "As noites são longas, mas a minha paciência é mais longa que os momentos de escuridão", filosofou.

Durante cerca de uma hora de entrevista, Genoino evitou responder sobre os polêmicos 14º e 15º salários dos parlamentares, dizendo que ainda precisa tomar pé da situação da Casa. Questionado sobre o que pretende para o mandato, o deputado limitou-se a dizer que tem interesse na consolidação da democracia. "E a reforma politica é uma forma de consolidar a democracia", emendou.

Posse

Após uma breve cerimônia de posse na sala da Presidência da Câmara, Genoino organizou uma entrevista coletiva para falar sobre o retorno ao parlamento. Em uma sala abarrotada de jornalistas, o petista cumpriu a promessa feita na quarta-feira 2, quando foi ao Congresso Nacional apresentar os documentos necessários para tomar posse. Na ocasião, cercado por jornalistas, Genoino disse que só falaria depois de empossado. "Hoje (ontem), não falo nem no pau de arara", disse (leia mais).

Condenado no julgamento do mensalão a seis anos e 11 meses de prisão, o petista pôde assumir o cargo porque o processo da Ação Penal 470 ainda não foi finalizado, já que falta a publicação do acórdão, algo que só vai ocorrer após a apresentação dos recursos da defesa dos condenados. Por deliberação da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal, a perda de direitos políticos (consequência da condenação) implica na perda de mandato do condenado.

Apoio

O deputado José Guimarães (PT-CE), que assumiu hoje a liderança da bancada petista na Câmara, disse que a posse do irmão "não tem nada de constrangedor, nem de constrangimento na bancada [do PT]". "A bancada vive o auge do Estado democrático de direito, onde os direitos devem ser respeitados sob qualquer hipótese", disse Guimarães sobre a posse do irmão. "O PT está muito tranquilo. E eu, como líder do partido, vim recepcionar os sete deputados que tomam posse [do PT]", completou.

Ao 247, Guimarães disse que o irmão tem todo o direito de tomar posse. "Não estamos em momento de exceção", destacou. Para o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que fez questão de atender à posse de Genoino, "não há constrangimento" no retorno do colega à Câmara. "O PT entrenta com tranquilidade esses ataques. É um partido e a politica é feita de enfrentamentos", comentou, acrescentando que estava em Brasília resolvendo assuntos pessoais, mas que iria à posse de qualquer forma.

Fonte Brasil247